marina + daniel

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meire + eder

A Meire é dessas pessoas que passam a sensação de terem uma energia infindável, do tipo que fala, dá risada, atende o telefone e conversa com você, tudoaomesmotempoagora. E sempre de bom-humor! Talvez tenha sido culpa dela; deve ter sido essa sua energia que fez cair o disjuntor. Sério? Sério, a luz apagou no meio da cerimônia na Capela da PUC. Sobrou só a luz das velas e do vídeo. Claro que rolou uma carinha de susto, mas logo isso passou, os sorrisos voltaram e o padre gente boa fez a benção das alianças no gogó. Ficou provado que aquele microfone feioso é totalmente desnecessário, pelo menos na acústica de lá. A luz? Ficou perfeita, usamos a iluminação do pessoal do vídeo, um efeito bacana, um quê mais dramático. No finalzinho, ufa, as luzes voltaram para a saída triunfal. Essas coisas tornam o dia um pouquinho ainda mais inesquecível…e divertido de lembrar! É só não se deixar estressar demais com esses imprevistos.

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37,8ºC

O cansaço foi chegando que nem o sol, aos pouquinhos, lá pelo meio-dia. No meio da tarde, com o sol brilhando, os calafrios deixaram bem claro que aquilo não era apenas algumas horas de sono faltando. Vim pra casa louca para me jogar na cama, pensando que fazia muito tempo que eu não via uma tarde tão bonita. Deu vontade de sair pelo bairro para fotografar. Nem pensar. 37,8ºC. Logo na sexta? Como que eu iria fotografar o casamento da Marina no dia seguinte?

Passei o sábado na cama até a hora de ir para o cabeleireiro, tomando paracetamol a cada 5/6 horas. A febre ficou sob controle e eu aguentei firme até à 1h, cerca de 40min depois que a pista começou a esquentar. Claro que isso só foi possível porque o Gui estava comigo e a festa era pequena – cerca de 150 convidados. Quando me despedi da noiva, sabia que ele daria conta direitinho do que viria pela frente. Ele chegou às 4h e já vi que as fotos estão sensacionais.

Sempre tive medo que um dia eu tivesse que trabalhar assim, mas foi bem melhor  do que eu esperava. Um dos motivos, tenho certeza, é essa tranquilidade de trabalhar com alguém que tem a mesma competência e atenção às pessoas que eu. Fico feliz que a gente tenha tomado a decisão acertada de não nos separamos em duas equipes.

Uma observação sobre a indelicadeza que parece cada vez mais tomar conta do mundo. Nada a ver com a adorável e falante Marina, mas sim com algumas pessoas que trabalham no local da festa. Quando eu comecei a me sentir mal, já depois da meia-noite, decidi sentar-me por alguns minutos na sala do andar superior da casa na qual eu havia passado parte da tarde fotografando a noiva. Uma das madrinhas, que também havia se arrumado no local, subiu logo depois, estava passando mal do estômago. Sentou-se no sofá ao meu lado, diminuímos a luz ambiente, conversamos um pouco – eu com o celular na mão caso o Gui pedisse que eu fosse dar uma ajuda na pista. Eis que entram na sala duas pessoas dizendo “vocês estão passando mal o que vocês tem vocês não podem ficar aqui”. Eu respondi que eu estava com febre, que já havia tomado um remédio e estava esperando que ele fizesse efeito. Enquanto eu me levantava e a Maure se identificava como madrinha, o homem elevou um pouco a voz e foi dizendo coisas que incluiam “segurança, contrato, exclusividade”.  Enquanto pegava  todo meu equipamento (a bolsa estava guardada lá), educadamente sugeri que eles  falassem com a mãe da noiva para que ela pudesse ficar ali e informei que as coisas dela inclusive estavam lá. Desci. Ninguém me perguntou se eu gostaria de um copo d’àgua ou se eu precisava sentar um pouco.

Custa tanto assim ter um pouco de delicadeza com as pessoas? Em nenhum momento eu fui informada de que aquela sala não poderia ser acessada a não ser pelos noivos, Por isso mesmo minha bolsa ficou guardada lá. Se eu não estivesse passando mal, nem teria subido, mas o local era pequeno e eu não gostaria de sentar em meio aos convidados. Fotógrafo não deve chamar atenção, não importa  o motivo. No fim das contas, acho que o que rolou foi a síndrome do segurança, sabe? Quando alguém arruma um pouco de poder e resolve exercê-lo da maneira mais desagradável possível?

Ao ir embora, dei boa-noite ao homem. Ele não respondeu. Ou ele é mal-educado mesmo ou minha voz realmente já tinha ido pro saco.

workflow

Quer saber como é o dia-a-dia de um fotógrafo de casamento? Puro glamour…NOT! É verdade que a gente ama o que faz, que eu me divirto bastante quando estou fotografando, mas engana-se muito quem pensa que a gente só trabalha na sexta e no sábado (e não é pouca gente que pensa assim, outro dia meu pai esteve aqui em SP me visitando e ficou impressionado com a nossa rotina de trabalho durante a semana).

Grande parte do meu tempo é gasta respondendo emails com solicitações de orçamento, esclarecendo dúvidas, preparando orçamentos, revisando contratos, controlando a planilha de pagamentos a receber, pagando fornecedores, ou seja, toda a parte burocrática que qualquer empresa tem. Sorte a minha que eu sou organizada, porque se eu dependesse do Gui para cuidar disso… estava perdida! Em compensação, ele edita e trata nosso material como ninguém. Explico aos leigos em fotografia: todas as nossas fotos digitais são obtidas em arquivo RAW, um arquivo que exige que a gente trate todas as imagens para  cor e contraste. Dá uma trabalheira danada – que antes era feita pelo laboratório na época do filme – mas o RAW nos dá muito mais controle e flexibilidade para que a gente obtenha bons resultados finais. Além das imagens digitais, eu fotografo em filme preto-e-branco, então o Gui revela em nosso laboratório em casa e depois digitaliza tudo aqui no estúdio. Eu olho todas as fotos antes de gerar os arquivos em JPG, que é o que os noivos irão receber. Se eu achar que não precisa refazer nada, geramos os jpgs, gravamos o DVD dos clientes e o DVD de back up. Se os noivos tiverem optado por ter todas as fotos impressas, eu envio os arquivos para o laboratório e depois confiro se as cópias chegaram aqui direitinho

Eu mencionei que antes de tudo isso a gente grava um back up assim que baixamos as fotos no computador?

Claro que as coisas não param por aí. Em meio ao trabalho com as fotos da semana, há a produção de álbuns. A gente edita e diagrama uma sugestão de álbum a partir das fotos escolhidas pelos noivos e então marcamos uma reunião para discutir essa edição. Essa é só uma das reuniões da semana, pois sempre há as reuniões para a apresentação do portfolio e das opções de álbuns para os potenciais clientes.

É por isso que tenho por limite 36 casamentos ao ano. Este ano fotografamos 34. Acreditamos que esse é o limite para que a gente possa continuar fazendo um trabalho personalizado e de qualidade. Nunca tive a intenção de ter uma empresa enorme, com várias equipes de fotógrafos. Temos uma assistente para nos ajudar com esse dia-a-dia, mas crescer demais implica em falta de tempo para controlar os resultados finais e isso não me interessa. Admito, sou meio control freak, mas se eu não me preocupar com os detalhes, quem vai garantir a qualidade?

Hoje, quando alguém contrata o trabalho de Daniela Picoral, contrata Daniela+Guilherme e não Daniela+1. Nós nos completamos, ele fotografando de um jeito e eu de outro, mas você dificilmente vai saber a diferença, porque é o todo que importa. E cada vez que ele faz uma foto que eu gostaria de ter feito… Bom, isso faz meu instinto competitivo acordar! Sempre em busca da próxima melhor foto de todos os tempos. A troca de idéias é fundamental e um alimenta o outro nessa vontade de superação.

E não adianta me ligar na segunda-feira de manhã. Pra quem trabalhou 12 horas no sábado, a manhã de segunda é quase como a de um domingo, só um pouco (bem) mais barulhenta.

aneliza + eduardo

Eles se conheceram na Disco, então é lógico que todo mundo sabia que o casamento ia ser uma superbalada! O som estava ótimo, a iluminação da pista idem, os noivos deram show o tempo inteiro, não faltou animação nem por um segundo. O que me faz pensar que a surpresa da noite realmente foi o momento, no começo da festa, em que o Eduardo subiu ao palco para cantar Only You (e a capella!). Chegamos em casa com o dia amanhecendo e eu acho que se não fosse pelo avião que eles tinham que pegar, talvez a gente ficasse no Jockey para o almoço…

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• Vestido Marie Toscano, cabelo e maquiagem R.W. Persil. A cerimônia foi na Capela São Pedro São Paulo e a festa no Jockey Club.

fofuchos

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ensaio

A primeira dança do casal é um dos meus momentos favoritos do dia. No mundo ideal dos meus sonhos de fotógrafa, todo casal dançaria uma música inteira, curtindo casa passinho, não importa se ensaiado ou desajeitado. Eles não reparariam no seu entorno, só curtindo a música e o calor de estar junto de quem se ama. A luz sempre seria perfeita, na medida para criar o clima e para me permitir fotografar. Além disso, nenhum convidado afoito entraria na pista, nem para parabenizar os noivos, nem para roubar o momento que não lhe pertence. Na vida real, nunca é assim tão tranquilo, as variáveis sempre resultam em equações diferentes da desejada. O que importa é que uma combinação inesperada pode ser tão bela quanto o que esperamos. Não é delicioso o ensaio da Luciana e do Tiago momentos antes de entrar na festa?

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noivinhos diferentes

Não são fofos esses noivinhos que a Flavia escolheu para o topo do bolo?

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Flavia + Denis

Talvez Santo Antônio não seja mais o mesmo, talvez seja apenas questão de devoção. O fato é que foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, na Bahia, que Flavia pediu para ter certeza de quem era o homem da sua vida. E foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, Ilhabela, que ela disse sim para ele.

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• A noiva se arrumou no hotel Fita Azul e a festa foi no já bem conhecido Pier 151, um em frente ao outro. O vestido é Maria Cereja, o buquê é obra de Helena Ackel. Quem organizou tudo direitinho foi Rossana Lamb.

daminha

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Daminhas são simplesmente adoráveis, não?

• foto do Gui pouco antes da chegada de Luciana à igreja.

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