cinema, fotografia e ansiedades
Eu sempre quero fazer foto boa. E nos casamentos sempre rola foto boa. A questão é que a minha vontade mesmo é que todas as mil fotos que eu faço num casamento grande saiam todas sensacionais e a gente sabe que não é bem assim. Para um álbum ficar incrível é lógico que temos que ter fotos incríveis, mas para isso que existe edição. Fotografamos muito para escolher o que tem ali de melhor para contar a história desse dia. Só que eu sou uma pessoa ansiosa e, quando as provas chegam, fico querendo que todas as fotos sejam sensacionais, não basta estar bom. E aí já começo olhando de má vontade. Aos poucos eu vou revendo, escolhendo, editando e todas as fotos bacanas vão saltando aos olhos. Quando a primeira edição, que é a do slideshow, fica pronta, eu já mudei completamente meu estado de espírito e fico falando alto “ficou do caralho!”. Claro, falta ainda os noivos gostarem…
E isso se repete sempre, assim como o frio na barriga quando o casamento começa e a gente não quer perder nenhuma foto importante e nem aquela imagem incrível que faz a diferença.
É por essas e outras que vale a pena ler o blog do Fernando Meirelles sobre as filmagens de Blindness. Primeiro porque é sensacional acompanhar assim tão de perto o trabalho de um cineasta tão bom e tão importante e segundo porque, lá pelas tantas, ele conta um pouco sobre as dúvidas e ansiedades que rolam durante as filmagens. Pô, se o Fernando Meirelles entra em crise durante um trabalho e fica com medo de estar faltando coisa ali, eu também posso ter minhas crise, num é?
apenas um comentário
Leave a reply
Gosto muito de editar minhas fotos – mesmo as “caseiras”. É uma forma de não deixar o álbum repetitivo e chato. As pessoas se cansam e acabam não dando muita atenção às histórias e aos momentos (o que acaba ficando chato tanto pra quem vê quanto pra quem conta).
Prefiro deixar um gostinho de “quero mais”!