i get all satisfaction
A maioria dos fotógrafos que eu conheço contam a sua história com a fotografia como se estivesse contando um caso de amor. É verdade, quase todo fotógrafo fala da fotografia, como hobby ou profissão, na base do amor e da paixão – ou se paixonou por isso muito cedo, ou largou uma profissão estabelecida e assumiu a fotografia. Comigo não foi diferente, e começou cedo. Quando pequena, brincava com uma câmera quebrada do meu pai e, nos anos 80, ganhei uma Love (quem lembra?) que durou pouco na minha mão porque o filme era caro e eu gastava feito louca. Aos 15 anos, junto com a viagem presente de aniversário veio uma Yashica que depois me acompanhou durante meu ano de intercâmbio no Canadá. Apaixonei. Decidi fazer dessa paixão minha profissão e o amor só fez crescer desde então…
Dizem que a gente é feliz quando faz o que gosta. Sou uma privilegiada porque encontrei bem cedo esse meu amor. Quando eu ainda fotografava para Exame, um retratado uma vez me contou que eu fazia ele se sentir mais à vontade porque eu sorria enquanto fotografava. Achei o máximo, não tinha me dado conta que o prazer de fotografar estava estampado no meu rosto durante o trabalho. Pois qual não foi minha surpresa quando fiquei sabendo que ainda hoje faço isso durante os casamentos que fotografo. Imaginei que no meio da adrenalida que é fotografar um casamento, a tensão ia ficar mais forte que o prazer.
A responsável por me contar isso foi a Giu, uma das noivas mais fofas que já fotografei. Reproduzo abaixo o email que ela me enviou logo após o casamento. Hoje, além do prazer de fotografar, vivo também o prazer de ajudar a eternizar a felicidade alheia!
Obrigada Giu!
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Os lábios mostram o que o coração está cheio.