Arquivos Mensais:abril 2009

julia + cristiano

Essa moça me enganou. Tímida, praticamente me pediu desculpas quando me contou que não haveria a primeira dança do casal (ela sabe que eu adoro esse momento porque sempre rende belas imagens do casal) e eu fiquei um pouco apreensiva, pensando que o estilo low profile não fosse dar em festa animada. Não podia estar mais enganada. Eles foram animadíssimos, dançaram muito, divertiram-se mais ainda, toparam todas as fotos que sugerimos! Foi uma delícia, um dia romântico como a linda noiva (num vestido Paula Zaragueta) e como o noivo com cara de apaixonado.

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imperdível

Abriu ontem no Mam uma exposição absolutamente imperdível para quem gosta de fotografia: Olhar e Fingir: fotografias da Coleção Auer. Como diz uma amiga minha, foi uma das poucas vezes em que eu fui a um vernissage e todo mundo estava realmente olhando a exposição e não só batendo papo com os conhecidos. A mostra tem cerca de 290 imagens e é uma aula de história da fotografia. Estão lá Nadar, Julia Margaret Cameron, Man Ray, Edward Steichen, Brassai, Araki, só para citar alguns nomes importantes. Tem tanta coisa linda! As fotografias eróticas do século XIX são inacreditáveis. Enfim, não dá pra descrever, só vendo mesmo. Vá lá, a exposição vai até 28 de junho e é o primeiro grande evento do calendário oficial comemorativo do ano da França no Brasil. Ainda vem muita coisa boa por aí, teremos também Matisse na Pinacoteca em breve.

troca de idéias (com acento porque sem é muito feio!)

Se não estou enganada foram os publicitários que começaram a se referir a todas as pessoas que trabalham na área de criação de uma agência como os “criativos”. Vou me apropriar desse termo pra dizer que nós, os criativos, precisamos estar sempre em busca de novas referências, idéias e inspirações. Eu busco essa inspiração na arte, em exposições e livros, na obra de fotógrafos consagrados, nas revistas de moda, em viagens, no meu próprio trabalho (fotografar sempre!) e também na troca de idéias com colegas fotógrafos e artistas (tenho a sorte de ter um marido que é as duas coisas!). Ver o que os colegas estão fazendo é sempre uma chance da gente reavaliar as nossas escolhas estéticas (por isso que eu acho uma besteira quando dizem que alguns fotógrafos não mostram o seu trabalho porque tem medo de ser copiados. Buscar referência não é o mesmo que copiar). Por isso gostei de ter ido ao Congresso de Foto que rolou esta semana na feira Fotografar aqui em São Paulo. Foi uma ótima oportunidade de ver o belo trabalho de uma dupla de fotógrafos canadenses e de colegas brasileiros mas também de bater muito papo: uma mesa grande na hora do almoço e outra maior ainda no jantar, já na Lanchonete da Cidade e regado a chopp. Pra quem passou a faculdade inteira andando com o pessoal da palavra, é uma delícia ter esses momentos com o pessoal da imagem.

Uma discussão que rolou no Congresso mas que ficou só no começo foi sobre blogs. Foi prejudicada porque era o último debate do dia e sofreu com o atraso das apresentações anteriores. Achei que os participantes falaram de algo que é importantíssimo, que é o blog como o lugar onde podemos ouvir o que os clientes tem a dizer, mas não ouvi ninguém pensar o conceito de blog como comunidade. Eu encaro o blog não só como o lugar onde posso mostrar meus trabalhos mais recentes mas também como um chance de conhecer melhor o universo dos casamentos, conhecer quem fala disso, descobrir referências e, muitíssimo importante, passar minhas descobertas para quem chega aqui. Por isso todos os links aí na lateral direita. Não me satisfaz ver que o Google me trouxe novos leitores, quero ver também essas pessoas indo para outros blogs. Vender meu trabalho é importante, mas disseminar novas idéias também é. Compartilhar é a palavra-chave dos tempos de internet.