Arquivos Mensais:junho 2009

patricia e silvio

Foi um dia lindo para pegar a estrada até Ibiúna. Muito sol para nos aquecer dentro do carro! Estava muito frio, mas os convidados podiam se proteger com as mantinhas oferecidas em cestinhos ou com as deliciosas comidinhas quentes. À noite, uma pequena fogueira e aquecedores por toda parte. Quentão junto com o cafezinho. Mas nada melhor para esquentar o corpinho do que se jogar na pista de dança. Ela ainda estava pegando fogo quando os noivos fugiram da festa…

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• a festa foi no SPAventura, que está se preparando para ser mais uma opção para quem quer se casar no campo.

conceitos

Uma das coisas mais difíceis para muitos fotógrafos é editar o próprio trabalho. Eu não tenho problema algum em separar o que eu acho que há de melhor na seleção de outro fotógrafo, mas levo muito tempo quando estou mexendo nas minhas imagens. Acho que isso acontece porque temos uma ligação emocional forte com o que produzimos. Falar do próprio trabalho também costuma ser difícil, mas é um exercício importante pensar sobre ele. Para que possamos explicar o que fazemos é preciso entender o que fazemos! Por isso gostei muito de ter sido entrevistada pela Constance, foi uma oportunidade de pensar os conceitos por trás do meu trabalho. Uma das coisas que ela me perguntou foi justamente como eu defino o meu estilo de fotografia. E lá fui eu pensar como usar palavras para descrever o que eu faço em imagens…

Eu resolvi juntar três palavras que são as idéias-chave do que fazemos: documental-editorial-poético. Nossas fotos são, sim, um documento para que gerações futuras conheçam sua própria história e por isso nos preocupamos em registrar todos os detalhes. Também temos a preocupação em não interferir nos acontecimentos, quanto menos as pessoas notarem a nossa presença, melhor. Para isso tentamos trabalhar o máximo possível somente com a luz ambiente (amamos casamentos diurnos!). Só que eu acho importante que a gente faça também os retratos de família e, principalmente, dos recém-casados. É nessa hora (ou melhor, nesses minutos, porque nunca nos demoramos nisso) que entra a minha experiência editorial: olhar para o local onde estamos, observar que tipo de luz temos disponível, perceber o que esse cenário me oferece e rapidamente deixar o casal à vontade para que esse momento seja divertido. Como toda sessão de retratos, desde a época da pintura, é uma colaboração. Eu escolho o cenário, a luz e espero o que os meus retratados vão me dar em troca. Claro que tudo isso não seria nada se não estívessemos atentos à poesia do dia. Eu busco essa poesia o tempo todo, na luz, nos olhares, nos detalhes, nos sorrisos.