Quer saber como é o dia-a-dia de um fotógrafo de casamento? Puro glamour…NOT! É verdade que a gente ama o que faz, que eu me divirto bastante quando estou fotografando, mas engana-se muito quem pensa que a gente só trabalha na sexta e no sábado (e não é pouca gente que pensa assim, outro dia meu pai esteve aqui em SP me visitando e ficou impressionado com a nossa rotina de trabalho durante a semana).
Grande parte do meu tempo é gasta respondendo emails com solicitações de orçamento, esclarecendo dúvidas, preparando orçamentos, revisando contratos, controlando a planilha de pagamentos a receber, pagando fornecedores, ou seja, toda a parte burocrática que qualquer empresa tem. Sorte a minha que eu sou organizada, porque se eu dependesse do Gui para cuidar disso… estava perdida! Em compensação, ele edita e trata nosso material como ninguém. Explico aos leigos em fotografia: todas as nossas fotos digitais são obtidas em arquivo RAW, um arquivo que exige que a gente trate todas as imagens para cor e contraste. Dá uma trabalheira danada – que antes era feita pelo laboratório na época do filme – mas o RAW nos dá muito mais controle e flexibilidade para que a gente obtenha bons resultados finais. Além das imagens digitais, eu fotografo em filme preto-e-branco, então o Gui revela em nosso laboratório em casa e depois digitaliza tudo aqui no estúdio. Eu olho todas as fotos antes de gerar os arquivos em JPG, que é o que os noivos irão receber. Se eu achar que não precisa refazer nada, geramos os jpgs, gravamos o DVD dos clientes e o DVD de back up. Se os noivos tiverem optado por ter todas as fotos impressas, eu envio os arquivos para o laboratório e depois confiro se as cópias chegaram aqui direitinho
Eu mencionei que antes de tudo isso a gente grava um back up assim que baixamos as fotos no computador?
Claro que as coisas não param por aí. Em meio ao trabalho com as fotos da semana, há a produção de álbuns. A gente edita e diagrama uma sugestão de álbum a partir das fotos escolhidas pelos noivos e então marcamos uma reunião para discutir essa edição. Essa é só uma das reuniões da semana, pois sempre há as reuniões para a apresentação do portfolio e das opções de álbuns para os potenciais clientes.
É por isso que tenho por limite 36 casamentos ao ano. Este ano fotografamos 34. Acreditamos que esse é o limite para que a gente possa continuar fazendo um trabalho personalizado e de qualidade. Nunca tive a intenção de ter uma empresa enorme, com várias equipes de fotógrafos. Temos uma assistente para nos ajudar com esse dia-a-dia, mas crescer demais implica em falta de tempo para controlar os resultados finais e isso não me interessa. Admito, sou meio control freak, mas se eu não me preocupar com os detalhes, quem vai garantir a qualidade?
Hoje, quando alguém contrata o trabalho de Daniela Picoral, contrata Daniela+Guilherme e não Daniela+1. Nós nos completamos, ele fotografando de um jeito e eu de outro, mas você dificilmente vai saber a diferença, porque é o todo que importa. E cada vez que ele faz uma foto que eu gostaria de ter feito… Bom, isso faz meu instinto competitivo acordar! Sempre em busca da próxima melhor foto de todos os tempos. A troca de idéias é fundamental e um alimenta o outro nessa vontade de superação.
E não adianta me ligar na segunda-feira de manhã. Pra quem trabalhou 12 horas no sábado, a manhã de segunda é quase como a de um domingo, só um pouco (bem) mais barulhenta.





















