Algumas pessoas aparecem na nossa vida como figurantes e aos poucos passam a ser protagonistas, sabe como é? Lembro do dia em que conheci a Ju no brunch de aniversário da Grazi, o dia em que a mesa dos fotógrafos transformou o brunch em chá da tarde, depois em jantar… Impossível não ficar impressionada com a energia e animação daquela moça que falava sem parar e que discutia o “Instante Contínuo” com um interesse e sinceridade que poderia nos dar uma idéia de quantas conversas ainda estariam por vir. Eu ainda não sabia o quão presente a Ju viria a estar em nossa vida… A turma de fotógrafos foi se encontrando com cada vez mais frequência e foi uma delícia nossa ida conjunta ao Paraty em Foco ano passado mas só quando precisei de uma assistente de uma hora para outra que ela ganhou esse novo papel. Estávamos um pouco receosos — nossa experiência anterior trabalhando com um assistente não foi exatamente um mar de rosas — e por isso a Ju começou aos poucos, me ajudando com os back ups, separando as fotos para um álbum, me ajudando a montar um primeiro, começando uma edição aqui, outra ali. E conversando, dando risada, resmungando junto com a gente quando algo dá mais trabalho do que devia, fotografando ao nosso lado. Pouco a pouco ela foi se tornando parte importante da nossa engrenagem. Hoje digo feliz que somos três no estúdio e não somente dois.
Por isso tudo foi com muita alegria que recebemos a notícia de que ia rolar o casamento. Ela e Erik já levavam uma vida de casados mas isso não o impediu de fazer um pedido-surpresa. Foi legal ouvir em primeira mão o relato do susto de ter sido pedida em casamento. Acompanhei de perto todos os preparativos, discussões sobre as flores, a busca do vestido, a roupa do noivo. Como toda noiva que se preze, mais de uma vez me ligou para avisar que estava atrasada porque a degustação… Normal, né, duvido que alguma noiva nunca tenha sido atropelada pela própria agenda! Minha única exigência? “Você casa no dia 30/10!” Sim, porque eu não ia assistir a esse casório sem fotografar e essa era única data livre na época em que eles poderiam viajar.
E quer saber como é fotografar casamento de fotógrafo? É demais! De dia, com a cerimônia posicionada para a luz estar boa para a foto, sem preocupações excessivas com formalidades que só atrapalham, com a liberdade que só temos ao fotografar para amigos que acreditam na nossa competência e com isso relaxam e só esperam o melhor. E a gente faz de coração, feliz por estar participando de uma história tão bonita, fazendo o que fazemos de melhor — câmera na mão direita, tacinha para brindar na esquerda!
































O casamento foi marcado às 14h no apartamento da mãe da Ju com 150 convidados. Se alguém tentar me convencer que não é possível fazer uma festa animadíssima de dia para essa quantidade de pessoas, jamais terá sucesso! Eu fui embora à meia-noite e dancei tanto que minha perna levou uns 2 dias para parar de doer… Todo mundo se acabou na pista, teve noivo nervoso, teve choradeira, teve buquê, teve chuva forte na hora da cerimônia, teve até pôr-do-sol… Foi um dia deliciosamente leve e alegre.
Eu achava que era loucura a mãe da noiva cuidar de tudo, ir ao Ceasa escolher as flores, depois buscar e montar todos os arranjos mas acho que a decisão não podia ser mais acertada, estava tudo perfeitamente lindo (há que se lembrar que Cecília entende do riscado.