Não foi fácil subir naquele palco. A palestra estava marcada para às 15h mas desde 13h eu não conseguia parar quieta. Foram meses de preparação: pensar sobre o tema, montar a estrutura, procurar as imagens, ensaiar, refazer. Eu estava segura que não ia esquecer sobre o que eu ia falar — eu penso, estudo e produzo retratos há anos! — mas é impossível não se abalar um pouquinho com uma plateia de 500 pessoas. Na hora em que eu estava sendo apresentada, meu coração disparou e eu passei todos os minutos em que o vídeo de abertura estava sendo apresentado respirando fundo.
Comecei meio atrapalhada, esqueci de uma coisinha ou outra e depois a coisa engrenou. E foi muito bom! Pra quem sempre aprendeu com os colegas — em especial com a equipe que me acolheu com paciência e carinho na Exame, Sergio Berezovski, Kiko Ferrite e Raul Jr. — é sempre um prazer ter a oportunidade de compartilhar o que aprendi nesses anos fotografando casamentos. O duro foi ter que lidar com as plaquinhas do tempo avisando que eu estava falando mais do que devia (lembrei das aulas de rádio na faculdade de jornalismo): faltam 15, faltam 10, tempo encerrado! Como assim, ainda tenho coisa para contar!!!
No fim foi exatamente como um casamento: muitos meses de preparação para o momento passar muito depressa. Mas do mesmo jeito que o casamento faz seus protagonistas felizes, essa experiência me enriqueceu e me deixou com vontade de mais. Vontade de falar das coisas que ficaram de fora, de incluir mais detalhes, de mostrar na prática como eu faço e também de ouvir as dúvidas e experiências de quem está ali assistindo. O formato palestra tem essa coisa um pouco fria de só um falar… Também tenho vontade de ouvir um pouco mais. Quem sabe agora estou pronta para pensar em um workshop?
O melhor de tudo mesmo foi ter saído com a vontade renovada. Desci do palco sentindo o quanto eu amo fotografar casais apaixonados. É um trabalho duro, cansativo, sem fim de semana, perdendo as festas dos amigos, cultivando dores nas costas — em penso em desistir pelo menos uma vez por mês — mas é bom demais. Entregar imagens que emocionam e que serão guardadas com carinho por uma vida inteira é a melhor sensação do mundo!
Tive o apóio do Gui o tempo inteiro. Ele me ajudou a preparar o slideshow, a escolher as fotos, a organizar a apresentação e ficou sentado lá na frente, mais nervoso do que eu. O meu querido amigo Fernando Ricci também estava lá e, junto com o Gui, fez algumas imagens pra eu não esquecer como foi.



(e essa mão esquerda? será que eu faço assim sempre?)
Esse é o slideshow que abriu os trabalhos: