Arquivos Mensais:abril 2011

juliana + felipe

O momento em que encontrei com Juliana no cabeleireiro foi exemplar de como este seria um dia intenso. Sentada na sala de maquiagem — iPad na mão, fone no ouvido — ela lutava para não chorar e borrar a maquiagem. No seu colo, uma caixa com presentes: duas jóias em meio a chocolates como os do primeiro presente no comecinho do namoro. E o Ipad? Para que ela revisse o momento em que foi pedida em casamento, gravado em segredo. Deu pra ter uma ideia de como é maravilhoso esse noivo?

Maravilhosa também é a noiva. Tranquila, simpática, feliz. Um casal muito apaixonado e muito carinhoso como todos ao seu redor. Eles tem tanto amor que não guardam só pra si, distribuem pra todo mundo! Eu e o Gui nos sentimos muito especiais, escolhidos a dedo para partilhar desse momento. A cerimônia foi bonita, com votos vindos do coração. A noiva falou de improviso e o noivo, — nervosíssimo, com a mão tremendo muito — leu uma linda declaração de amor.  Foi bonito, foi sincero e eu precisei me concentrar pra não chorar. E assim também foi a festa, muito alegre, muito feliz do jeito que tem de ser.

• a noiva se arrumou no Persil & Co. e a festa foi no Contemporâneo. Quem cuidou da organização impecável de tudo foi a Marina da Coordinare.

Geração 00

É com muito orgulho que, mais uma vez, convido todos os que passam por aqui a visitarem uma exposição que conta com trabalhos de Guilherme Maranhão. É no Sesc Belenzinho — meio fora de mão — mas se você gosta de arte vale muito a pena, são cerca de 180 trabalhos de 52 artistas, realizados entre 2001 e 2010. E é na Virada Cultural, a vernissage vai durar 30 horas! Começa às 18h no sábado.

Geração 00 tem a intenção de demonstrar, por meio de trabalhos ícones da primeira década deste século, como a fotografia brasileira evoluiu de forma original e vigorosa face aos vários questionamentos éticos e estéticos surgidos a partir do impacto das novas tecnologias e da massificação do uso da fotografia, por exemplo. A exposição está dividida em dois espaços e dois segmentos: Limites, Metalinguagem e Documental Imaginário, Novo Fotojornalismo.

Geração 00 é o principal evento do SESC na Virada Cultural.

compartilhar conhecimento

Não foi fácil subir naquele palco. A palestra estava marcada para às 15h mas desde 13h eu não conseguia parar quieta. Foram meses de preparação: pensar sobre o tema, montar a estrutura, procurar as imagens, ensaiar, refazer. Eu estava segura que não ia esquecer sobre o que eu ia falar — eu penso, estudo e produzo retratos há anos! — mas é impossível não se abalar um pouquinho com uma plateia de 500 pessoas. Na hora em que eu estava sendo apresentada, meu coração disparou e eu passei todos os minutos em que o vídeo de abertura estava sendo apresentado respirando fundo.

Comecei meio atrapalhada, esqueci de uma coisinha ou outra e depois a coisa engrenou. E foi muito bom! Pra quem sempre aprendeu com os colegas — em especial com a equipe que me acolheu com paciência e carinho na Exame, Sergio Berezovski, Kiko Ferrite e Raul Jr. — é sempre um prazer ter a oportunidade de compartilhar o que aprendi nesses anos fotografando casamentos. O duro foi ter que lidar com as plaquinhas do tempo avisando que eu estava falando mais do que devia (lembrei das aulas de rádio na faculdade de jornalismo): faltam 15, faltam 10, tempo encerrado! Como assim, ainda tenho coisa para contar!!!

No fim foi exatamente como um casamento: muitos meses de preparação para o momento passar  muito depressa. Mas do mesmo jeito que o casamento faz seus protagonistas felizes, essa experiência me enriqueceu e me deixou com vontade de mais. Vontade de falar das coisas que ficaram de fora, de incluir mais detalhes, de mostrar na prática como eu faço e também de ouvir as dúvidas e experiências de quem está ali assistindo. O formato palestra tem essa coisa um pouco fria de só um falar… Também tenho vontade de ouvir um pouco mais. Quem sabe agora estou pronta para pensar em um workshop?

O melhor de tudo mesmo foi ter saído com a vontade renovada. Desci do palco sentindo o quanto eu amo fotografar casais apaixonados. É um trabalho duro, cansativo, sem fim de semana, perdendo as festas dos amigos, cultivando dores nas costas — em penso em desistir pelo menos uma vez por mês — mas é bom demais. Entregar imagens que emocionam e que serão guardadas com carinho por uma vida inteira é a melhor sensação do mundo!

Tive o apóio do Gui o tempo inteiro. Ele me ajudou a preparar o slideshow, a escolher as fotos, a organizar a apresentação e ficou sentado lá na frente, mais nervoso do que eu. O meu querido amigo Fernando Ricci também estava lá e, junto com o Gui, fez algumas imagens pra eu não esquecer como foi.

(e essa mão esquerda? será que eu faço assim sempre?)

Esse é o slideshow que abriu os trabalhos:

 

Esqueçam aquela história de que maio é o mês das noivas. Maio pra mim vai ser mês de viagem, só pra vocês terem uma ideia de como foi um mês pouco procurado. Já abril de 2011 é o mês mais concorrido de todos os tempos! São 5 finais de semana e nós vamos fotografar 7 casamentos. A quantidade de pedidos de orçamento para o dia 30/04 foi uma coisa sem explicação! Juntei a tudo isso a obrigação de pôr em dia a produção de álbuns. Muitas noivas me entregaram as suas listas no final do ano passado, então a fila de edição estava grande e eu acabei me atrasando porque estava também preparando a minha apresentação na Fotografar 2011 (é na semana que vem, estou com frio na barriga, vou falar para 500 pessoas!). Agora, finalmente, está tudo um pouco mais equilibrado: 2 álbuns para chegar da encadernadora, dois na impressão e vários na fase de aprovação. Tudo em movimento!

Ver as edições sendo aprovadas e os álbuns ficando prontos é muito especial, é como se um livro fosse publicado a cada vez. Cada álbum é único e tem que ter um pouco da personalidade dos seus donos. A Cris e o André queriam alguma coisa diferente e, depois de muita conversa, optaram pela luva em couro esmeralda com a gravação dos nomes e da data. O álbum não tem foto na capa, que é em couro off-white.

Claro que o álbum é muito mais do que a sua capa. Não posso mostrar o álbum inteiro, mas vou mostrar duas lâminas das quais gostei muito (cada lâmina corresponde a duas páginas no álbum panorâmico). A primeira mostra os detalhes da decoração, todas aquelas coisas que fazem cada festa ser única e que o tempo faz a gente esquecer como eram exatamente. A outra é uma página de festa, do jeito que eu mais goste: sem pose e com clima.

(clique nas imagens para vê-las em um tamanho maior)