Era o final de uma viagem de 20 dias, Peru e Bolívia, quando ele resolveu pediu ajuda para comprar um presente. Não quis dizer o nome da moça, nem entrar em detalhes, mas queria minha opinião para escolher algo bonito. Fiquei curiosa, insisti; se precisava levar presente é porque já estava ficando sério. Nada. Esse meu irmão é bastante discreto.
Não sei se aquele lindo cachecol de lã teve algum peso nessa história, mas fico feliz que eu tenha sido chamada para ajudar em mais uma compra: a aliança de noivado. Dessa vez a discrição foi um pouco menor, todo mundo deu pitaco em como ele ia transportá-la durante vários dias de viagem até chegar em Capri e fazer o pedido. Deu tudo certo e ela disse sim.
A gente fotografa tantos casamentos, ouve tantas histórias dos preparativos e sempre fica com vontade de poder ser convidado de vez em quando. Eu queria muito curtir esse casório mas em nenhum momento me passou pela cabeça a possibilidade de não fotografar. Jamais eu poderia imaginar outra pessoa lá no altar fotografando no meu lugar, ia dar nervoso. E não tem lugar melhor para assistir a um casamento do que atrás de uma câmera. Resolvi curtir do meu jeito.
E foi a melhor coisa do mundo. Não deu para ser a convidada que vai ser arrumar com cabeleireiro e maquiador, mas eu acompanhei cada sorriso desses dois queridos. Em alguns momentos foi difícil segurar meu choro e acho que fiquei mais nervosa do que de costume mas no fim foi o melhor dos mundos: fotografei a cerimônia mais emocionante da minha carreira e depois fui curtir a festa.

• um muito obrigado à Nilani Goettems, que fotografou a festa ao lado do Gui. Sem ela eu não ia poder guardar minha câmera tão cedo.