maria cláudia + eduardo

24 06 2010

Eu e o Gui adoramos viajar e sempre fotografamos uns casamentos por aí. É mais cansativo, mas é gostoso sair da rotina, conhecer outras cidades, mesmo que rapidamente. Ribeirão Preto tem um céu lindíssimo e nós tivemos a sorte de ir para lá em dias bonitos e frios – a fama do calor da cidade é grande, mas nós curtimos um tempo fresco delicioso! Saímos na sexta para não correr nenhum risco de atrasar (imagina se o carro estraga e a gente não chega à tempo?!) e para descansar um pouco, pois são mais de 4 horas dirigindo e eu não consigo ficar esse tempo na estrada e depois estar no pique de fotografar durante 12 horas… Valeu a pena cada segundo gasto na estrada; a festa foi linda, divertidíssima e com uma trilha sonora que me fez muito feliz (fotógrafo também dança um pouquinho!). Era dia dos namorados e preciso confessar que eu e o Gui também trocamos olhares durante a cerimônia quando o padre falou sobre a data e convidou todos os casais presentes a renovarem seus votos… Fotografar casamentos tem essa coisa, a gente leva embora um pouco dessa vibe boa! E esses noivos eram puro amor e alto-astral (ok, também um pouquinho de timidez, né Eduardo?).

• o vestido da noiva é Rosa Clará
• organização de Ed Mendes




maria amélia + vitor

16 06 2010

Quando a música começa a tocar, todos os presentes voltam-se para a porta e esperam ansiosos pela entrada da noiva. É nela que se fixam todos os olhares, poucos se lembram de prestar atenção ao noivo. Bom, é meu trabalho olhar também para ele e há algo de muito tocante em ver um homem olhando daquele jeito para sua futura esposa… Emocionante.
Este foi um casamento de muitas lágrimas, de uma emoção ímpar e só reafirma minha convicção de que quanto mais pessoal for uma cerimônia mais intensa ela será. O casamento foi civil, mas quando um amigo e uma amiga pegaram o microfone… meu deus, que coisa mais linda, carinhosa e tocante, para todos os presentes. Na hora dos cumprimentos o Gui tinha o rosto todo molhado e eu tive que me controlar muito para não começar a simplesmenter chorar de soluçar! Claro, Beatles na trilha sonora certamente puxou umas cordinhas pra mim, mas mais do que qualquer música, foram as delicadas palavras escolhidas, os olhares e a força do silêncio que me arrebataram. Pois é, o silêncio. Acontece que os amigos terminaram a fala pedindo que os noivos ficassem de frente um para o outro e simplesmente se olhassem. O amor e a beleza envolveram a todos os presentes. Creio que a palavra seja Sublime.

• o vestido da noiva é Lethicia, ela se arrumou no Studio W. A festa foi no 011. O Fusca vermelho está na família desde 1973 e, segundo Maria Amélia, Vitor tem mais ciúmes dele do que dela!





daniela + leandro

15 06 2010

Muitos noivos planejam tudo com muita antecedência mas sempre aparecem aqueles que nos surpreendem alguns poucos meses antes do casamento e a gente acaba perdendo aquela folguinha (e de muito boa vontade). Uma noiva muito estilosa, que me jurou que não era baladeira, mas que se jogou na pista de dança curtindo o som do Sambasonics – e fez a alegria do meu dia se arrumando numa suíte bem espaçosa do também estiloso e chiquérrimo Fasano… A festa e a cerimônia foram no Contemporâneo (agradecemos a consideração de tudo acontecer no mesmo local em uma sexta-feira, rsrs) com uma iluminação perfeita e um jantar do Capim Santo simplesmente indescritível – tudo perfeitamente organizado pelas meninas da Coordinare. Ah, claro, trabalhar com a Paty Vilela é sempre diversão garantida!





clicar, editar, montar

9 06 2010

Toda vez que ouço alguém reclamando do trabalho, fico feliz por eu ter a sorte de fazer o que amo. Claro, todo trampo tem seus perrengues, não é diferente com o meu, e eu não vejo nada de glamour em um trabalho que te dá dores nas costas… mas a satisfação de fotografar a alegria é verdadeira e intensa! Sempre que fecho um contrato, sinto-me honrada por ter sido escolhida para documentar um dia tão especial. É alguém nos dizendo, “sim, eu aceito o seu olhar sobre o meu dia”. Poucas pessoas tem a mesma chance que nós fotógrafos de casamento temos de expressar a própria personalidade tão frequentemente. Ao contrário do que muitos (ainda) pensam, a fotografia de casamento pode ser extremamente pessoal e expressiva. A nossa personalidade está na maneira como fotografamos e é realmente impressionante saber que essas fotos serão para sempre o que restou desse dia único. Só que o trabalho não acaba na entrega das fotos, as escolhas continuam na hora de editar o álbum. Nesse momento, além das minhas preferências de edição – que estão intimamente ligadas ao ato fotográfico – entram também as preferências do cliente, em especial da noiva (sim, é verdade, o marido tem sempre a última palavra: “sim, meu amor, o que você preferir…”). Eu gosto que a edição do álbum seja uma colaboração e que o álbum reflita também a personalidade dos noivos. Da mesma forma que a escolha do local, das flores, das cores e sabores da festa, a capa e o conteúdo do álbum tem que combinar com os donos. E como meus clientes tem bom-gosto, não preciso ficar com medo de alguém me pedir uma foto em preto-e-branco com um detalhe colorido (sorry se você gosta, eu acho cafona)…

O processo do álbum da Juliana foi bem interessante. Pensei inicialmente em fazer uma capa em couro preto com a foto que é cabeçalho aqui do blog, mas a foto casou tão bem na edição lá pelo meio do álbum… Além disso,  Juliana não curtiu a idéia da capa preta e essa foto não ficaria boa em um álbum de tom marrom, por exempo. Descartamos essa foto e optamos pela foto do buquê (lindo e feito pela própria noiva!). Não lembro se o que escolhemos primeiro foi a foto ou a cor do couro. Nossa opção foi um marrom tabaco, um dos meus favoritos, e a cor casou perfeitamente com o tom de fundo da foto do buquê. Para finalizar, miolo em papel off-white, tudo a ver com casamento de dia. Agora que o álbum está pronto, acho que ele é cara da Juliana e tem tudo a ver com o dia cuja história ele conta!

Um de meus mostruários aqui no estúdio estava sem foto na capa e eu usei a mesma foto do buquê. Pensei que seria legal ver as duas capas lado a lado:

E a Flavia viu aqui no blog o álbum off-white da Márcia e curtiu. O dela ficou com uma foto em preto-e-branco na capa e a luva foi no mesmo tom tabaco do álbum da Ju.





alessandra + hans peter

26 05 2010

*suspiro*

Não encontrei a onomatopéia correta para começar este post. Como expressar um suspiro daqueles que soltamos quando vemos um sonho virar realidade? Sério, este casamento foi daqueles saídos de contos de fadas! Uma noiva delicada e graciosa, um noivo bonitão e um cenário naturalmente belo e perfeitamente decorado (mais uma vez a Fazenda Vila Rica, desta vez com Rubens Decorações). O dia estava lindo, uma luz “alegria de fotógrafo” incrível. Quando vi o vestido da noiva pendurado na entrada do quarto sabia que ia me dar bem, que coisa mais linda, meu primeiro Vera Wang! Alessandra estava bastante ansiosa, mas não tão nervosa a ponto de não conseguir curtir o dia. Ainda bem, seria um desperdício perder a chance de fotografá-la naquela luz tão bonita. A cerimônia foi toda em português e alemão (o noivo é austríaco), entre as palmeiras imperiais, começou ainda de dia e terminou à noite (acho que as madrinhas e seus saltos altos a acharam um pouco longa…). Para mim o ponto alto do casamento foi os noivos dançando a valsa Danúbio Azul comme il faut, lindo demais! E assim foi a festa, um pouco de Aústria – na valsa, na loirice dos convidados, no alemão falado, nos chocolatinhos Mozart ao lado do café (perdição!) – e um tanto de Brasil – na exuberância do paisagismo da Fazenda, nas flores da decoração, na comida da Neka, nos bem-casados, na bateria da Rosas de Ouro, na animação da pista de dança… Uma festa à altura do encontro desse casal lá num canto distante do mundo há sete anos!





having fun

26 05 2010

Preciso começar a fazer algumas do Gui em ação…





gui

22 05 2010

Eu não faria metade do que eu faço se não fosse por ele. Quando tudo começou, eu não fazia idéia que seríamos sócios, que fotografaríamos juntos quase todos os sábados do ano, que eu chamaria “Gui!!!” toda vez que alguma coisa estranha se passa no meu computador. É ele quem trata as minhas fotos e quem me faz panquecas no café da manhã de domingo. É ele quem me irrita e me faz sorrir, quase sempre nessa ordem. Não sei ao certo se fui eu  mesmo quem o escolheu; tudo parece tão certo – mesmo quando as coisas dão um pouco errado – que às vezes até acredito em destino. Gui, eu te adoro! (mesmo quando eu reclamo!) Você é a pessoa mais generosa que já conheci na vida e é um privilégio estar sempre ao teu lado. Você me faz mais feliz! Feliz aniversário, mon chouchou!








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