patrícia e fernando

10 08 2010

Se você pensa que um casamento só pode ser organizado com uma ano de antecedência… bem, pode rever suas idéias… Alguns casais estão apenas começando a namorar um ano antes de casar! Em maio, eu planejava voltar de férias para curtir alguns finais de semana de folga, mas esses dois apareceram com a irrecusável proposta de fotografar seu casamento no primeiro final de semana pós-férias. E não pense que foi um mini-wedding, nada disso, foi festão no Gardens: muitos convidados, superdecoração, cerimônia religiosa, tudo o que uma noiva pode sonhar. É necessário ser decidido, é claro — não há tempo para olhar e experimentar de tudo! — na noite em que conversamos já assinamos o contrato. Foi tipo amor à primeira vista: papo animado, eles gostaram das minhas fotos, eu gostei do sorriso dela e prometi deixar Paris na segunda para “casá-los” no sábado. Vou dizer uma coisa, não é qualquer um que me traz de volta de Paris… mas eles não são mesmo um casal que vale a pena?

• cabelo e maquiagem da noiva foram feitos  no Ricardo Cassolari mas ela se vestiu em casa, o véu é relíquia de família de uma amiga. A organização da festa ficou nas mãos de Viki Albuquerque. Tivemos o prazer de trabalhar ao lado de Vicente Piserni e sua equipe de vídeo.




ana + ronaldo

1 08 2010

Temos bem a noção da nossa importância como contadores de histórias. A cada dia que passa, a cada trabalho entregue, nosso senso de responsabilidade cresce, pois a cada nova história sentimos com mais força o quão importante serão nossas imagens daqui alguns anos, quando a memória precisará de uma forcinha (como eram mesmo as embalagens das lembrancinhas? lembra do seu tio animadão na pista de dança? sério que todo mundo foi dançar no palco?) ou novos integrantes da família, que ainda não estavam aqui, quiserem saber como eram as coisas em 2010. Todo trabalho que fazemos é importante, mas tem gente que nós dá um pouquinho mais de frio na barriga. Com a Ana e o Ronaldo foi assim, aquela sensação de “ai, que responsa!”, provavelmente porque pude sentir o quão intesamente eles estavam planejando juntos essa festa. Nos mínimos detalhes. Não que os outros casais não planejem com carinho os seus casamentos, mas neste caso havia uma sensação de intensidade no ar, um carinho especial pela fotografia e pelos rituais. Ah, e não haveria vídeo, algo que nos deixa feliz — menos gente em cima do altar torna o trabalho um pouco mais fácil — mas também aumenta a nossa responsabilidade, já que seremos os únicos a documentar tudo isso. Nesse sentido eu sou como toda noiva, por mais que todos diga que tudo vai dar certo, sempre dá um paniquinho que alguma coisa saia errado… Ah, mas foi lindo! A decoração estava perfeita, a luz estava ótima — o maior medo de todos, sempre — a cerimônia foi delicada e emocionante e os noivos curtiram tudo apaixonados e felizes. É sempre um privilégio ser testemunha desses momentos.





maria amélia + vitor

16 06 2010

Quando a música começa a tocar, todos os presentes voltam-se para a porta e esperam ansiosos pela entrada da noiva. É nela que se fixam todos os olhares, poucos se lembram de prestar atenção ao noivo. Bom, é meu trabalho olhar também para ele e há algo de muito tocante em ver um homem olhando daquele jeito para sua futura esposa… Emocionante.
Este foi um casamento de muitas lágrimas, de uma emoção ímpar e só reafirma minha convicção de que quanto mais pessoal for uma cerimônia mais intensa ela será. O casamento foi civil, mas quando um amigo e uma amiga pegaram o microfone… meu deus, que coisa mais linda, carinhosa e tocante, para todos os presentes. Na hora dos cumprimentos o Gui tinha o rosto todo molhado e eu tive que me controlar muito para não começar a simplesmenter chorar de soluçar! Claro, Beatles na trilha sonora certamente puxou umas cordinhas pra mim, mas mais do que qualquer música, foram as delicadas palavras escolhidas, os olhares e a força do silêncio que me arrebataram. Pois é, o silêncio. Acontece que os amigos terminaram a fala pedindo que os noivos ficassem de frente um para o outro e simplesmente se olhassem. O amor e a beleza envolveram a todos os presentes. Creio que a palavra seja Sublime.

• o vestido da noiva é Lethicia, ela se arrumou no Studio W. A festa foi no 011. O Fusca vermelho está na família desde 1973 e, segundo Maria Amélia, Vitor tem mais ciúmes dele do que dela!





alessandra + hans peter

26 05 2010

*suspiro*

Não encontrei a onomatopéia correta para começar este post. Como expressar um suspiro daqueles que soltamos quando vemos um sonho virar realidade? Sério, este casamento foi daqueles saídos de contos de fadas! Uma noiva delicada e graciosa, um noivo bonitão e um cenário naturalmente belo e perfeitamente decorado (mais uma vez a Fazenda Vila Rica, desta vez com Rubens Decorações). O dia estava lindo, uma luz “alegria de fotógrafo” incrível. Quando vi o vestido da noiva pendurado na entrada do quarto sabia que ia me dar bem, que coisa mais linda, meu primeiro Vera Wang! Alessandra estava bastante ansiosa, mas não tão nervosa a ponto de não conseguir curtir o dia. Ainda bem, seria um desperdício perder a chance de fotografá-la naquela luz tão bonita. A cerimônia foi toda em português e alemão (o noivo é austríaco), entre as palmeiras imperiais, começou ainda de dia e terminou à noite (acho que as madrinhas e seus saltos altos a acharam um pouco longa…). Para mim o ponto alto do casamento foi os noivos dançando a valsa Danúbio Azul comme il faut, lindo demais! E assim foi a festa, um pouco de Aústria – na valsa, na loirice dos convidados, no alemão falado, nos chocolatinhos Mozart ao lado do café (perdição!) – e um tanto de Brasil – na exuberância do paisagismo da Fazenda, nas flores da decoração, na comida da Neka, nos bem-casados, na bateria da Rosas de Ouro, na animação da pista de dança… Uma festa à altura do encontro desse casal lá num canto distante do mundo há sete anos!








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