Temos bem a noção da nossa importância como contadores de histórias. A cada dia que passa, a cada trabalho entregue, nosso senso de responsabilidade cresce, pois a cada nova história sentimos com mais força o quão importante serão nossas imagens daqui alguns anos, quando a memória precisará de uma forcinha (como eram mesmo as embalagens das lembrancinhas? lembra do seu tio animadão na pista de dança? sério que todo mundo foi dançar no palco?) ou novos integrantes da família, que ainda não estavam aqui, quiserem saber como eram as coisas em 2010. Todo trabalho que fazemos é importante, mas tem gente que nós dá um pouquinho mais de frio na barriga. Com a Ana e o Ronaldo foi assim, aquela sensação de “ai, que responsa!”, provavelmente porque pude sentir o quão intesamente eles estavam planejando juntos essa festa. Nos mínimos detalhes. Não que os outros casais não planejem com carinho os seus casamentos, mas neste caso havia uma sensação de intensidade no ar, um carinho especial pela fotografia e pelos rituais. Ah, e não haveria vídeo, algo que nos deixa feliz — menos gente em cima do altar torna o trabalho um pouco mais fácil — mas também aumenta a nossa responsabilidade, já que seremos os únicos a documentar tudo isso. Nesse sentido eu sou como toda noiva, por mais que todos diga que tudo vai dar certo, sempre dá um paniquinho que alguma coisa saia errado… Ah, mas foi lindo! A decoração estava perfeita, a luz estava ótima — o maior medo de todos, sempre — a cerimônia foi delicada e emocionante e os noivos curtiram tudo apaixonados e felizes. É sempre um privilégio ser testemunha desses momentos.





































































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