Fotografar o casamento desse adorável casal foi a melhor maneira de começar o ano! Eu já sabia que o quão simpáticos e atenciosos eles são mas não fazia idéia do quão emocionante seria participar desse dia. Não tem jeito de explicar isso melhor, sei lá, algumas pessoas tem essa capacidade de nos tocar e emocionar. Talvez seja a maneira como eles se abriram para mim, essa total liberdade que o fotógrafo ganha quando as pessoas confiam no que você está fazendo e não tem medo de deixar à mostra os sentimentos. Desde a primeira conversa eu percebi o quanto esse dois se gostam e como esse sentimento transborda quando eles se falam e se olham. A Stephanie é a gringa mais brasileira que eu já conheci! Foi muito gostosa e tranquila a tarde dos preparativos. Ela passou a tarde no Hyatt com a irmã, a mãe e a avó e fez questão de brindar com todo mundo, cabeleireiras, maquiadoras, fotógrafa e cinegrafista (eu não recusei, recusar um brinde assim em privado é desrespeito e tomar um golinho de champagne não faz mal a ninguém). Ela estava um pouquinho nervosa, mas foi tudo tão tranquilo que eu até estranhei. Se as noivas brasileiras fossem assim, bem organizadas e pontuais! (ó eu na campanha não atrase peloamordedeus!). Deu tempo de fotografar com calma, só eu e ela no quarto. Diz se o retrato não ficou lindo, um quê de Audrey Hepburn naquele tomara-que-caia com coque? Quando cheguei no Gardens, Paulo me recepcionou calorosamente. Fez questão de me apresentar para o pai da noiva, que ficou feliz de saber que havia mais algumas pessoas fluentes em inglês. A decoração estava linda e cerimônia foi emocionante. Eu fiquei especialmente emocionada quando vi as fotos do ensaio que fizemos em dezembro no telão, ficou lindo! A balada foi longe e a batucada fez todo mundo ter samba no pé – gringo ou brasileiro.
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thais + lucas
Eu estava no carro com a Thais e sua irmã Melissa, indo do cabeleireiro para o Estação São Paulo conversando sobre como comecei a fotografar casamentos e eu comecei a contar histórias de casamentos passados. Cada um tem uma história especial, não importa que os rituais sejam os mesmos. Thais foi uma noiva tranquila e delicada, feliz e pontual (adoro o adjetivo pontual!). Não se abalou nem quando descobriu que sua estilista havia esquecido de bordar o nome das amigas solteiras na barra do vestido, simplesmente pegou durex, caneta e se pôs a escrever. Foi fazendo a sua história… História de 6 anos de namoro, muito bem contada durante a cerimônia. Lucas parecia tranquilo, assim meio de longe, mas de perto dá pra saber que ele chorava enquanto ela descia o corredor de braço dado com o pai e depois com pai e mãe. Despedaçou o copo na primeira pisada, mas mesmo assim achou melhor pisar mais uma vez para confirmar… mazel tov!
• a noiva se arrumou no RW Persil. Esqueci o nome da estilista, depois eu conto… Cerimônia e festa foram no Estação São Paulo. • para os fotógrafos que vem aqui: alguém consegue me dizer quais fotos foram inpiradas por Edward Steichen e Irving Penn?meire + eder
A Meire é dessas pessoas que passam a sensação de terem uma energia infindável, do tipo que fala, dá risada, atende o telefone e conversa com você, tudoaomesmotempoagora. E sempre de bom-humor! Talvez tenha sido culpa dela; deve ter sido essa sua energia que fez cair o disjuntor. Sério? Sério, a luz apagou no meio da cerimônia na Capela da PUC. Sobrou só a luz das velas e do vídeo. Claro que rolou uma carinha de susto, mas logo isso passou, os sorrisos voltaram e o padre gente boa fez a benção das alianças no gogó. Ficou provado que aquele microfone feioso é totalmente desnecessário, pelo menos na acústica de lá. A luz? Ficou perfeita, usamos a iluminação do pessoal do vídeo, um efeito bacana, um quê mais dramático. No finalzinho, ufa, as luzes voltaram para a saída triunfal. Essas coisas tornam o dia um pouquinho ainda mais inesquecível…e divertido de lembrar! É só não se deixar estressar demais com esses imprevistos.
ensaio
A primeira dança do casal é um dos meus momentos favoritos do dia. No mundo ideal dos meus sonhos de fotógrafa, todo casal dançaria uma música inteira, curtindo casa passinho, não importa se ensaiado ou desajeitado. Eles não reparariam no seu entorno, só curtindo a música e o calor de estar junto de quem se ama. A luz sempre seria perfeita, na medida para criar o clima e para me permitir fotografar. Além disso, nenhum convidado afoito entraria na pista, nem para parabenizar os noivos, nem para roubar o momento que não lhe pertence. Na vida real, nunca é assim tão tranquilo, as variáveis sempre resultam em equações diferentes da desejada. O que importa é que uma combinação inesperada pode ser tão bela quanto o que esperamos. Não é delicioso o ensaio da Luciana e do Tiago momentos antes de entrar na festa?
























































