erika + serginho

24 08 2010

*disclaimer* Este post tem alta probabilidade de ser o mais pessoal e emocional (e  por isso mesmo talvez cafona) jamais escrito por esta fotógrafa. Leia por sua conta e risco.

Mais de uma vez eu já escrevi e disse por aí que poucas coisas me fazem tão feliz quanto viajar. É verdade, ir para lugares desconhecidos me dá um prazer intenso, mas existe outra coisa que me deixa tão ou mais loucamente feliz: dançar até não aguentar mais ao lado dos mais queridos e amados amigos. Há 11 anos eu vim morar em São Paulo e me apaixonei por esta cidade e todas as possibilidades de alegrias noturnas embaladas pelos melhores djs do mundo e encontrei pessoas que me fizeram companhia em alguns momentos que posso chamar de os melhores da vida (you all now who you are, guys!). Serginho é parte dessa história e é seguro dizer que uma maneira de resumir um pedaço da minha vida nesse tempo todo é “há 11 anos eu me divirto vendo o japonês dançando”.

Um dia, seis anos lá atrás, este querido amigo chamou-nos todos para tomar umas champas no finado ampgalaxy e anunciou “vou me casar”. Foi um tanto surpeeendente, ninguém estava esperando por isso, mas como disse outra amiga querida, “quando acontece você sabe, it’s magic”. Eu lembro de ter soprado no ouvido dele aquela noite “eu vou fotografar”. Bem, casar ele casou, há seis anos eles estão juntos (e no foi no quintal deles que rolou o bailinho pós meu casório), mas o wedding só foi acontecer mesmo no sábado passado. E eu fotografei.

Então agora posso acrescentar à minha lista de coisas que me fazem muito feliz o ato de fotografar as pessoas que amamos. Não só fotografar quem amamos, mas fazê-lo no dia em que elas estão mais felizes do que nunca. Uma festa que não só celebrou esse encontro desses dois (que não poderiam ser mais perfeitos um para o outro) mas também a alegria que é estar entre amigos queridos, aqueles que são a nossa família escolhida.

Erika e Serginho, vocês são muito especiais e não havia mesmo possibilidade que o casamento de vocês fosse só um almoço para poucas pessoas. It had to happen on the dancefloor!


Eu não poderia ter feito as fotos sozinhas. Por mais que seja maravilhoso fotografar o casamentos de nossos queridos, tem uma hora que a gente quer participar comme il faut; eu precisava ir dançar (sem falar que eu estava tomando prosecco há um tempão e chegou um momento em que a câmera começou a ficar pesada…). Mil obrigados ao Gui por ter fotografado a balada e ter feito imagens históricas!

• Erika foi maquiada pelo incrível Wilson Eliodorio, que também resolveu cuidar de colocar uma florzinha na lapela do noivo (gente, não é um brócoli!). O vestido é Juliana Jabour. O almoço de comemoração com família e amigos foi no Studio 768 e a balada na casa de um amigo. Eu contei 15 horas de festa, mas não fui a última a ir embora…





tatiana e luis

6 08 2010

A Tati foi um caso de perfect timing. Se ela tivesse demorado mais uma semana para me ligar eu não poderia ter participado desse dia tão emocionante. Estávamos planejando nossa ida à França, só esperando confirmar a data da abertura do festival para comprar as passagens quando ela me ligou. Tinha descoberto nosso trabalho pelo blog da Constance e acompanhava minhas histórias aqui. Dava para sentir a animação contagiante dela pelo telefone. Quando nos encontramos, a boa impressão só se acentuou, tive certeza que a Tati é dessas noivas que fazem a gente se sentir privilegiado só por estar perto dela. O  único problema? O casamento seria no dia 03 de julho e o festival começava no dia 02. Problema? Problema coisa nenhuma, comprei a passagem para o dia seguinte! Eu tinha certeza que esse seria um casamento especial, pas de problème de perder 2 dias de festival! Fiquei muito feliz hoje quando eu estava mostrando as fotos para minha assistente e ela disse “ela é uma menina meiga”. Sim, meiga e cativante, querida, como dizem os gaúchos. Que a Ju tenha visto isso nas nossas imagens é sinal de que trabalhamos direitinho!

• a Tati optou por se arrumar em casa, nada como passar a tarde perto das irmãs, da mãe e da cunhada, ouvindo um sonzinho delícia, bebericando uma champa, comendo pãezinhos de queijo… Quem cuidou da maquiagem e cabelo foi o Dempsey, que cuida da família há anos, é um doce e arrasa. Tive o prazer de trabalhar nesse dia lado a lado com  a Paty Vilela.




daniela + leandro

15 06 2010

Muitos noivos planejam tudo com muita antecedência mas sempre aparecem aqueles que nos surpreendem alguns poucos meses antes do casamento e a gente acaba perdendo aquela folguinha (e de muito boa vontade). Uma noiva muito estilosa, que me jurou que não era baladeira, mas que se jogou na pista de dança curtindo o som do Sambasonics – e fez a alegria do meu dia se arrumando numa suíte bem espaçosa do também estiloso e chiquérrimo Fasano… A festa e a cerimônia foram no Contemporâneo (agradecemos a consideração de tudo acontecer no mesmo local em uma sexta-feira, rsrs) com uma iluminação perfeita e um jantar do Capim Santo simplesmente indescritível – tudo perfeitamente organizado pelas meninas da Coordinare. Ah, claro, trabalhar com a Paty Vilela é sempre diversão garantida!





alessandra + hans peter

26 05 2010

*suspiro*

Não encontrei a onomatopéia correta para começar este post. Como expressar um suspiro daqueles que soltamos quando vemos um sonho virar realidade? Sério, este casamento foi daqueles saídos de contos de fadas! Uma noiva delicada e graciosa, um noivo bonitão e um cenário naturalmente belo e perfeitamente decorado (mais uma vez a Fazenda Vila Rica, desta vez com Rubens Decorações). O dia estava lindo, uma luz “alegria de fotógrafo” incrível. Quando vi o vestido da noiva pendurado na entrada do quarto sabia que ia me dar bem, que coisa mais linda, meu primeiro Vera Wang! Alessandra estava bastante ansiosa, mas não tão nervosa a ponto de não conseguir curtir o dia. Ainda bem, seria um desperdício perder a chance de fotografá-la naquela luz tão bonita. A cerimônia foi toda em português e alemão (o noivo é austríaco), entre as palmeiras imperiais, começou ainda de dia e terminou à noite (acho que as madrinhas e seus saltos altos a acharam um pouco longa…). Para mim o ponto alto do casamento foi os noivos dançando a valsa Danúbio Azul comme il faut, lindo demais! E assim foi a festa, um pouco de Aústria – na valsa, na loirice dos convidados, no alemão falado, nos chocolatinhos Mozart ao lado do café (perdição!) – e um tanto de Brasil – na exuberância do paisagismo da Fazenda, nas flores da decoração, na comida da Neka, nos bem-casados, na bateria da Rosas de Ouro, na animação da pista de dança… Uma festa à altura do encontro desse casal lá num canto distante do mundo há sete anos!








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