Não foi exatamente amor à primeira vista. Claro, eles gostaram do nosso trabalho e havia confiança no que fazíamos senão eles não teram assinado contrato com mais de um ano de antecedência, mas foi aos poucos que a Renata foi deixando comentários aqui no blog eu eu fui percebendo como o que eu fazia aqui a ajudava a sonhar com o seu dia. Eu também fui criando uma expectativa, pois a cada comentário eu ia me sentindo cada vez mais cúmplice na construção dessa história. Quando finalmente a data ficou próxima, eu também pensei “nossa, o dia está chegando, oba!”.
Eles são um casal especial, que acredita intensamente na importância de uma cerimônia religiosa. Foi muito bonito presenciar esse momento religioso e amoroso e eu fiquei extremamente emocionada em estar fazendo parte daquilo tudo. Tem coisas que não fazem parte da nossa vida — eu não sou nenhum pouco religiosa — mas que nos tocam porque vemos o quão importantes e belas elas são para outras pessoas.
Este foi um casamento no qual eu me senti querida — pelas conversas, pela confiança, pelo carinho, pela importância que eu sabia que estava sendo dada à minha fotografia.
Renata e Gabriel, curti muito vivenciar e fotografar a beleza do ritual de vocês. É muito especial trabalhar envolta nessa atmosfera de amor.
























• cerimônia na Igreja Perpétuo Socorro e festa no Jockey, vestido Lethicia. Trabalhamos ao lado do Cristiano Ferrari e sua equipe de vídeo.
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Uma coisa bacana é que esse trabalho mostra que um casamento que prioriza a cerimônia não é de forma alguma prejudicado no que diz respeito ao resultado imagético. Eu acredito que casamento não é show e que não são necessários vários fotógrafos em cima do altar (na verdade não precisa mais do que um!). A Renata me contou que teve um profissional que disse pra ela “não casa com essa padre, não, ele é chato” por conta de algumas restrições de movimentação no altar. Isso é um absurdo! Não é a cerimônia religiosa que deve se adequar a quem fotograma e filma e sim nós que devemos respeitar os rituais. Às vezes tenho a sensação que algumas noivas estão perdendo o foco, deixando de vivenciar o momento. Sabe aqueles japoneses que a gente vê em viagem, sempre com uma câmera de vídeo na mão, olhando tudo pelo visor? Como pode alguém estar olhando para a Notre Dame só pelo visor de uma câmera??? Então, é um pouco assim, algumas noivas só pensam no que vão ver depois e não se deixam envolver pelo momento, pelo ritual (e são tantos os rituais possíveis…). Deixe-se vivenciar o presente, se o seu fotográfo for bom, as fotos também serão!