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julia + luisito

Eu não tenho certeza se em português é assim mesmo tão bonitinho, mas quando vivi no Canadá, um de meus adjetivos preferidos era adorable, uma palavra delicada e uma maneira linda de dizer que algo ou alguém é agradável.  Na verdade bem mais que agradável, pois ser adorável é também inspirar afeição,  ter charme e deliciar as pessoas com a sua presença. Julia e Luizito são assim, adoráveis, no plural mesmo. Eles são daqueles casais que fazem a gente usar expressões  batidas como “nascidos um para o outro” — um tão simpático e gente boa como o outro, batendo papo e dando risada com você como se te conhecessem há anos. No dia em que eles vieram aqui no estúdio, por indicação da Alessandra, eu tinha certeza que a festa deles seria uma delícia de fotografar. Foi mesmo, um festão, com pista de dança lotada, muitos amigos e — mais importante que tudo — noivos apaixonados que não perderam um minutinho sequer da diversão… Eu estava cheia de expectativa, pois eu já tinha encontrado esses dois no casamento da Lele, no casamento da Patricia e do Fernando (que chegaram aqui por indicação da Julia) e, a cada vez que nos víamos, a Julia dizia que não aguentava mais esperar pelo seu… e eu também! Sem nem ter visto as fotos do seu próprio casamento, ela já  havia me indicado para mais dois casais (eu também vou fotografar o casamento da sua irmã em novembro)… Confiança assim é algo muito especial e eu me sinto muito honrada de merecê-la!

• a cerimônia e a festa foram no Jockey; uma vista linda, não? O vestido é Emanuelle Junqueira.

• um agradecimento importante: em uma festa com mais de 400 convidados é impossível fotografar tudo e todos sozinha e nem mesmo somente com a ajuda do Gui. Tivemos a ajuda de nossa querida fotógrafa residente Juliana Neumann. São dela as fotos dos bem-casados, da menininha dormindo e a que abre o post. Thanks, Ju, é um prazer ter você com a gente!

erika + serginho

*disclaimer* Este post tem alta probabilidade de ser o mais pessoal e emocional (e  por isso mesmo talvez cafona) jamais escrito por esta fotógrafa. Leia por sua conta e risco.

Mais de uma vez eu já escrevi e disse por aí que poucas coisas me fazem tão feliz quanto viajar. É verdade, ir para lugares desconhecidos me dá um prazer intenso, mas existe outra coisa que me deixa tão ou mais loucamente feliz: dançar até não aguentar mais ao lado dos mais queridos e amados amigos. Há 11 anos eu vim morar em São Paulo e me apaixonei por esta cidade e todas as possibilidades de alegrias noturnas embaladas pelos melhores djs do mundo e encontrei pessoas que me fizeram companhia em alguns momentos que posso chamar de os melhores da vida (you all now who you are, guys!). Serginho é parte dessa história e é seguro dizer que uma maneira de resumir um pedaço da minha vida nesse tempo todo é “há 11 anos eu me divirto vendo o japonês dançando”.

Um dia, seis anos lá atrás, este querido amigo chamou-nos todos para tomar umas champas no finado ampgalaxy e anunciou “vou me casar”. Foi um tanto surpeeendente, ninguém estava esperando por isso, mas como disse outra amiga querida, “quando acontece você sabe, it’s magic”. Eu lembro de ter soprado no ouvido dele aquela noite “eu vou fotografar”. Bem, casar ele casou, há seis anos eles estão juntos (e no foi no quintal deles que rolou o bailinho pós meu casório), mas o wedding só foi acontecer mesmo no sábado passado. E eu fotografei.

Então agora posso acrescentar à minha lista de coisas que me fazem muito feliz o ato de fotografar as pessoas que amamos. Não só fotografar quem amamos, mas fazê-lo no dia em que elas estão mais felizes do que nunca. Uma festa que não só celebrou esse encontro desses dois (que não poderiam ser mais perfeitos um para o outro) mas também a alegria que é estar entre amigos queridos, aqueles que são a nossa família escolhida.

Erika e Serginho, vocês são muito especiais e não havia mesmo possibilidade que o casamento de vocês fosse só um almoço para poucas pessoas. It had to happen on the dancefloor!


Eu não poderia ter feito as fotos sozinhas. Por mais que seja maravilhoso fotografar o casamentos de nossos queridos, tem uma hora que a gente quer participar comme il faut; eu precisava ir dançar (sem falar que eu estava tomando prosecco há um tempão e chegou um momento em que a câmera começou a ficar pesada…). Mil obrigados ao Gui por ter fotografado a balada e ter feito imagens históricas!

• Erika foi maquiada pelo incrível Wilson Eliodorio, que também resolveu cuidar de colocar uma florzinha na lapela do noivo (gente, não é um brócoli!). O vestido é Juliana Jabour. O almoço de comemoração com família e amigos foi no Studio 768 e a balada na casa de um amigo. Eu contei 15 horas de festa, mas não fui a última a ir embora…

É sempre gostoso rever um trabalho depois de alguns meses; a memória está mais apegada aos trabalhos mais recentes e a gente acaba se surpreendendo com fotografias das quais não nos lembrávamos mais. A segunda edição é sempre diferente da primeira — que costuma ser a que mostro aqui no blog — e cada edição seguinte também teria alguma escolha distinta. É por isso que eu digo que em algum momento temos que parar de escolher e aceitar a escolha feita e finalizar o álbum.

Foi olhando um trabalho de abril que reencontrei esta linda foto das alianças. A maior parte das vezes é o Gui que as fotografa. Esta é dele e me faz querer fazer melhor da próxima vez porque, sim, eu fico com inveja das fotos matadoras que ele faz. Sorte a nossa que é assim.

cris + andré

Algumas pessoas tem o talento de reunir os melhores adjetivos. A Cris é assim: simpática, gentil, bem-humorada, divertida. Ah, ela também tem muito bom gosto! Foi um grande privilégio ter fotografado o casamento da Cris e do André, uma daqueles festas que celebra o que a vida tem de bom, no matter what. Festa assim faz a gente celebrar junto, faz eu dar aquela olhadinha pro Gui e pensar “que bom que estamos aqui, eu e você”. E claro, é uma festa para os olhos essa decoração incrível, que transformou o Contemporâneo num jardim aconchegante tipo “lá em casa”. A pista foi animadíssima; os noivos entraram com Depeche Mode e na pista ficaram até o fim (na verdade até depois do fim, pois fiquei sabendo que a festa continuou depois em outra pista da cidade!). Obrigada Mariana por ter me proporcionado a oportunidade de conhecer a Cris e fazer parte deste dia tão especial.

maria cláudia + eduardo

Eu e o Gui adoramos viajar e sempre fotografamos uns casamentos por aí. É mais cansativo, mas é gostoso sair da rotina, conhecer outras cidades, mesmo que rapidamente. Ribeirão Preto tem um céu lindíssimo e nós tivemos a sorte de ir para lá em dias bonitos e frios – a fama do calor da cidade é grande, mas nós curtimos um tempo fresco delicioso! Saímos na sexta para não correr nenhum risco de atrasar (imagina se o carro estraga e a gente não chega à tempo?!) e para descansar um pouco, pois são mais de 4 horas dirigindo e eu não consigo ficar esse tempo na estrada e depois estar no pique de fotografar durante 12 horas… Valeu a pena cada segundo gasto na estrada; a festa foi linda, divertidíssima e com uma trilha sonora que me fez muito feliz (fotógrafo também dança um pouquinho!). Era dia dos namorados e preciso confessar que eu e o Gui também trocamos olhares durante a cerimônia quando o padre falou sobre a data e convidou todos os casais presentes a renovarem seus votos… Fotografar casamentos tem essa coisa, a gente leva embora um pouco dessa vibe boa! E esses noivos eram puro amor e alto-astral (ok, também um pouquinho de timidez, né Eduardo?).

• o vestido da noiva é Rosa Clará
• organização de Ed Mendes

trocando os nomes

Semana passada eu cometi uma pequena gafe por aqui. Troquei o nome do noivo no título do post e fui prontamente corrigida pela noiva que fez a gentileza de me ligar. Foi um típico caso de bad multitasking: eu senti que tinha alguma coisa estranha com aquele título, mas como eu estava fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, acabei esquecendo de ir checar o nome na agenda. Muito pior foi o caso  da Márcia. No meio do jantar de casamento, a mãe da noiva pergunta se a gravação das alianças ficou boa. Ela tira a aliança do dedo para olhar e exclama “Murilo?!”.  A mãe pergunta “quem é Murilo?”. Risadas. O Mauro também quer saber quem é essa tal de Murilo…