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é pra comer ou pra enfeitar?

Este post é para todo mundo que duvida que as pessoas comam bolo de casamento… Em todas as festas que fotografei, as pessoas só não comem o bolo quando ele não é servido ou quando ele é cenográfico. O que me faz pensar que é uma certa sacanagem cortar um bolo cenográfico… se ele não é de verdade, melhor deixar ele só enfeitando a mesa de doces, não?

alessandra + hans peter

*suspiro*

Não encontrei a onomatopéia correta para começar este post. Como expressar um suspiro daqueles que soltamos quando vemos um sonho virar realidade? Sério, este casamento foi daqueles saídos de contos de fadas! Uma noiva delicada e graciosa, um noivo bonitão e um cenário naturalmente belo e perfeitamente decorado (mais uma vez a Fazenda Vila Rica, desta vez com Rubens Decorações). O dia estava lindo, uma luz “alegria de fotógrafo” incrível. Quando vi o vestido da noiva pendurado na entrada do quarto sabia que ia me dar bem, que coisa mais linda, meu primeiro Vera Wang! Alessandra estava bastante ansiosa, mas não tão nervosa a ponto de não conseguir curtir o dia. Ainda bem, seria um desperdício perder a chance de fotografá-la naquela luz tão bonita. A cerimônia foi toda em português e alemão (o noivo é austríaco), entre as palmeiras imperiais, começou ainda de dia e terminou à noite (acho que as madrinhas e seus saltos altos a acharam um pouco longa…). Para mim o ponto alto do casamento foi os noivos dançando a valsa Danúbio Azul comme il faut, lindo demais! E assim foi a festa, um pouco de Aústria – na valsa, na loirice dos convidados, no alemão falado, nos chocolatinhos Mozart ao lado do café (perdição!) – e um tanto de Brasil – na exuberância do paisagismo da Fazenda, nas flores da decoração, na comida da Neka, nos bem-casados, na bateria da Rosas de Ouro, na animação da pista de dança… Uma festa à altura do encontro desse casal lá num canto distante do mundo há sete anos!

stephanie + paulo

Fotografar o casamento desse adorável casal foi a melhor maneira de começar o ano! Eu já sabia que o quão simpáticos e atenciosos eles são mas não fazia idéia do quão emocionante seria participar desse dia. Não tem jeito de explicar isso melhor, sei lá, algumas pessoas tem essa capacidade de nos tocar e emocionar. Talvez seja a maneira como eles se abriram para mim, essa total liberdade que o fotógrafo ganha quando as pessoas confiam no que você está fazendo e não tem medo de deixar à mostra os sentimentos. Desde a primeira conversa eu percebi o quanto esse dois se gostam e como esse sentimento transborda quando eles se falam e se olham. A Stephanie é a gringa mais brasileira que eu já conheci! Foi muito gostosa e tranquila a tarde dos preparativos. Ela passou a tarde no Hyatt com a irmã, a mãe e a avó e fez questão de brindar com todo mundo, cabeleireiras, maquiadoras, fotógrafa e cinegrafista (eu não recusei, recusar um brinde assim em privado é desrespeito e tomar um golinho de champagne não faz mal a ninguém). Ela estava um pouquinho nervosa, mas foi tudo tão tranquilo que eu até estranhei. Se as noivas brasileiras fossem assim, bem organizadas e pontuais! (ó eu na campanha não atrase peloamordedeus!). Deu tempo de fotografar com calma, só eu e ela no quarto. Diz se o retrato não ficou lindo, um quê de Audrey Hepburn naquele tomara-que-caia com coque? Quando cheguei no Gardens, Paulo me recepcionou calorosamente. Fez questão de me apresentar para o pai da noiva, que ficou feliz de saber que havia mais algumas pessoas fluentes em inglês. A decoração estava linda e cerimônia foi emocionante. Eu fiquei especialmente emocionada quando vi as fotos do ensaio que fizemos em dezembro no telão, ficou lindo! A balada foi longe e a batucada fez todo mundo ter samba no pé – gringo ou brasileiro.

meire + eder

A Meire é dessas pessoas que passam a sensação de terem uma energia infindável, do tipo que fala, dá risada, atende o telefone e conversa com você, tudoaomesmotempoagora. E sempre de bom-humor! Talvez tenha sido culpa dela; deve ter sido essa sua energia que fez cair o disjuntor. Sério? Sério, a luz apagou no meio da cerimônia na Capela da PUC. Sobrou só a luz das velas e do vídeo. Claro que rolou uma carinha de susto, mas logo isso passou, os sorrisos voltaram e o padre gente boa fez a benção das alianças no gogó. Ficou provado que aquele microfone feioso é totalmente desnecessário, pelo menos na acústica de lá. A luz? Ficou perfeita, usamos a iluminação do pessoal do vídeo, um efeito bacana, um quê mais dramático. No finalzinho, ufa, as luzes voltaram para a saída triunfal. Essas coisas tornam o dia um pouquinho ainda mais inesquecível…e divertido de lembrar! É só não se deixar estressar demais com esses imprevistos.

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