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erika + serginho

*disclaimer* Este post tem alta probabilidade de ser o mais pessoal e emocional (e  por isso mesmo talvez cafona) jamais escrito por esta fotógrafa. Leia por sua conta e risco.

Mais de uma vez eu já escrevi e disse por aí que poucas coisas me fazem tão feliz quanto viajar. É verdade, ir para lugares desconhecidos me dá um prazer intenso, mas existe outra coisa que me deixa tão ou mais loucamente feliz: dançar até não aguentar mais ao lado dos mais queridos e amados amigos. Há 11 anos eu vim morar em São Paulo e me apaixonei por esta cidade e todas as possibilidades de alegrias noturnas embaladas pelos melhores djs do mundo e encontrei pessoas que me fizeram companhia em alguns momentos que posso chamar de os melhores da vida (you all now who you are, guys!). Serginho é parte dessa história e é seguro dizer que uma maneira de resumir um pedaço da minha vida nesse tempo todo é “há 11 anos eu me divirto vendo o japonês dançando”.

Um dia, seis anos lá atrás, este querido amigo chamou-nos todos para tomar umas champas no finado ampgalaxy e anunciou “vou me casar”. Foi um tanto surpeeendente, ninguém estava esperando por isso, mas como disse outra amiga querida, “quando acontece você sabe, it’s magic”. Eu lembro de ter soprado no ouvido dele aquela noite “eu vou fotografar”. Bem, casar ele casou, há seis anos eles estão juntos (e no foi no quintal deles que rolou o bailinho pós meu casório), mas o wedding só foi acontecer mesmo no sábado passado. E eu fotografei.

Então agora posso acrescentar à minha lista de coisas que me fazem muito feliz o ato de fotografar as pessoas que amamos. Não só fotografar quem amamos, mas fazê-lo no dia em que elas estão mais felizes do que nunca. Uma festa que não só celebrou esse encontro desses dois (que não poderiam ser mais perfeitos um para o outro) mas também a alegria que é estar entre amigos queridos, aqueles que são a nossa família escolhida.

Erika e Serginho, vocês são muito especiais e não havia mesmo possibilidade que o casamento de vocês fosse só um almoço para poucas pessoas. It had to happen on the dancefloor!


Eu não poderia ter feito as fotos sozinhas. Por mais que seja maravilhoso fotografar o casamentos de nossos queridos, tem uma hora que a gente quer participar comme il faut; eu precisava ir dançar (sem falar que eu estava tomando prosecco há um tempão e chegou um momento em que a câmera começou a ficar pesada…). Mil obrigados ao Gui por ter fotografado a balada e ter feito imagens históricas!

• Erika foi maquiada pelo incrível Wilson Eliodorio, que também resolveu cuidar de colocar uma florzinha na lapela do noivo (gente, não é um brócoli!). O vestido é Juliana Jabour. O almoço de comemoração com família e amigos foi no Studio 768 e a balada na casa de um amigo. Eu contei 15 horas de festa, mas não fui a última a ir embora…

kristin + alexandre

Ela é oficialmente a noiva mais tranquila de todos os tempos! Em novembro, Anita me contou que tinha uma amiga que casaria no começo do próximo ano e que ela não tinha ainda resolvido nada, a não ser em qual cartório seria o casamento. Fiquei surpresa, afinal eu já estava recebendo pedidos de orçamento para 2011 e nem tinha aberto minha agenda ainda.  Quem deixa pra resolver tudo tão em cima da hora? Quando encontrei a Kristin pela primeira vez, em janeiro, tudo fez sentido. Mesmo depois de ter atravessado a cidade para me encontrar aqui no estúdio – ela trabalha no Bom Retiro, eu estou no Itaim – era a tranquilidade em pessoa. O tipo de pessoa que faz você acreditar que tudo sempre acaba dando certo – sempre sorrindo, sempre simpática. Escolheu um lindo local para a cerimônia – uma troca de alianças após discursos emocionados dos pais – e para a recepção para cerca de 100 convidados, o recém-inaugurado Manioca, espaço de eventos do restaurante Mani (sinônimo de comida deliciosa e atendimento impecável). O civil, na parte da manhã, foi muito emocionante, com muitas lágrimas e risadas, coisa rara nesse tipo de cerimônia que na maior parte das vezes é simplesmente burocrática (fica a dica, essa juíza de paz do Cartório da Frei Caneca faz questão de tornar esse momento mais especial). À tarde, no cabeleireiro, ansiosas mesmo estavam as sobrinhas, que seriam daminhas – a mais velha acho que já queria mesmo era ser a noiva! No final da noite, Kristin trocou seu vestido por um tailler chinês, pois as noivas chinesas costumam usar três vestidos diferentes durante a recepção. A cor vermelha, dizem, representa o amor.

• Kika se arrumou no Oh!theo Beauty and Co., o aconchegante salão do make up artist Théo Carias. O vestido é A Modista. Cerimônia e recepção no delicioso Manioca.

stephanie + paulo

Fotografar o casamento desse adorável casal foi a melhor maneira de começar o ano! Eu já sabia que o quão simpáticos e atenciosos eles são mas não fazia idéia do quão emocionante seria participar desse dia. Não tem jeito de explicar isso melhor, sei lá, algumas pessoas tem essa capacidade de nos tocar e emocionar. Talvez seja a maneira como eles se abriram para mim, essa total liberdade que o fotógrafo ganha quando as pessoas confiam no que você está fazendo e não tem medo de deixar à mostra os sentimentos. Desde a primeira conversa eu percebi o quanto esse dois se gostam e como esse sentimento transborda quando eles se falam e se olham. A Stephanie é a gringa mais brasileira que eu já conheci! Foi muito gostosa e tranquila a tarde dos preparativos. Ela passou a tarde no Hyatt com a irmã, a mãe e a avó e fez questão de brindar com todo mundo, cabeleireiras, maquiadoras, fotógrafa e cinegrafista (eu não recusei, recusar um brinde assim em privado é desrespeito e tomar um golinho de champagne não faz mal a ninguém). Ela estava um pouquinho nervosa, mas foi tudo tão tranquilo que eu até estranhei. Se as noivas brasileiras fossem assim, bem organizadas e pontuais! (ó eu na campanha não atrase peloamordedeus!). Deu tempo de fotografar com calma, só eu e ela no quarto. Diz se o retrato não ficou lindo, um quê de Audrey Hepburn naquele tomara-que-caia com coque? Quando cheguei no Gardens, Paulo me recepcionou calorosamente. Fez questão de me apresentar para o pai da noiva, que ficou feliz de saber que havia mais algumas pessoas fluentes em inglês. A decoração estava linda e cerimônia foi emocionante. Eu fiquei especialmente emocionada quando vi as fotos do ensaio que fizemos em dezembro no telão, ficou lindo! A balada foi longe e a batucada fez todo mundo ter samba no pé – gringo ou brasileiro.

juliana + rodolfo

Esse é daqueles casamentos que adoramos, cheio de detalhes especiais. Pra mim nada é melhor do que um casamento ao ar livre, com cerimônia à luz do dia e festa entrando noite adentro. E muito amor, é claro! A festa foi em um sítio da família e teve aquele clima gostoso de festa em casa. Juliana, produtora que é, pensou em todos os detalhes para o conforto dos convidados, fez o próprio buquê (a lavanda veio da fazenda da família do noivo!) e se arrumou no único quarto que tinha vista para o local da cerimônia. Difícil fazer essa moça parar de cuidar da produção da festa! Essa energia para pensar e cuidar de tudo continuou na pista de dança – animadíssima – e foi até a beira da piscina – para as fotos de fim de festa. O que a gente não esperava era que os padrinhos fossem jogar o noivo dentro d’água… Tudo bem, se incomodar pra quê?

• a noiva foi maquiada pela Kathy, da MTV ; o vestido é Paula Zaragueta; o sapato vermelho é Kila.

carolina + renato

Ela estava tão nervosa! Só parou quieta para fazer maquiagem e cabelo porque não tinha outro jeito. Tudo deu certo: ela não atrasou, a cerimônia foi linda (o Reverendo Aldo foi ótimo) e a festa, animada.  Achei bonito que todas as madrinhas estavam com vestidos da mesma cor (tons e modelos diferentes, será tendência?) e divertido que o sapato do noivo tinha os nomes deles gravados na sola. Carol se acabou de dançar, aproveitando cada minuto da sua festa. É assim que tem que ser!

Flavia + Denis

Talvez Santo Antônio não seja mais o mesmo, talvez seja apenas questão de devoção. O fato é que foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, na Bahia, que Flavia pediu para ter certeza de quem era o homem da sua vida. E foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, Ilhabela, que ela disse sim para ele.

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• A noiva se arrumou no hotel Fita Azul e a festa foi no já bem conhecido Pier 151, um em frente ao outro. O vestido é Maria Cereja, o buquê é obra de Helena Ackel. Quem organizou tudo direitinho foi Rossana Lamb.