Arquivo da tag: destination wedding

renata + alan• firenze

A gente se conheceu por causa de trabalho mas de cara eu senti que podia rolar muito mais papo do que só o do mundo dos casamentos. Descobri que éramos vizinhas e tomamos alguns cafés juntas, daqueles que acabam com uma tarde produtiva de trabalho porque a gente emenda um assunto no outro sem parar. Um dia ela publica no facebook uma foto linda de um lugar na Itália dizendo que nunca esqueceria daquele lugar, de como ele tinha se tornado o mais especial do mundo. Na hora tive certeza que tinha rolado um pedido de casamento, mas achei melhor não comentar. Dito e feito! Fiquei feliz, mas não imaginava como essa felicidade só ia crescer…

Veio a notícia de que o casamento seria na Itália e o convite para que eu fotografasse. Um destination wedding na Itália?! OMG, quem não quer fotografar um desses? Pois eu não consegui dizer logo um “é claro!” sem pestanejar, havia alguns medos da minha parte. O primeiro até podia ser o fato de que eu estava grávida e que o casamento seria no mês em que meu bebê teria 9 meses, mas nem foi esse o maior impecilho (quando o primeiro filho ainda está crescendo na barriga, ele ainda é um tanto quanto abstrato e a gente não tem muita ideia de como vai se sentir qual ele estiver em nossos braços). Meu maior medo era que o casamento seria em uma quarta-feira e eu tinha outro na sexta e outro no sábado. Minha primeira resposta foi — sem muita convicção — “não vou”. Até que acabei concordando, desde que o voo de volta saísse de Florença na quinta de manhã. Resolvido? Parecia que sim. Mal sabe ela, mas quando o Felipe tinha pouco mais de 1 mês e ela me ligou pedindo os dados para emitir a passagem, quase dei pra trás, deu muito frio na barriga. Ainda bem que tive coragem e deixei meu lindão com as avós (e ele ficou muito bem, obrigado).

Foi tudo muito especial, uma alegria, uma energia feliz incrível. A começar pelo fato que só tem gente querida em um casamento que exige tantas milhas viajadas. As pessoas estão lá porque te amam e querem fazer parte desse momento. E tá todo mundo de férias ou de folga, só curtindo a viagem, um clima muito relax. Mas o mais especial de tudo foi fazer parte da realização de um sonho, ouvir a noiva dizer “era isso o que eu mais queria”, olhando para a paisagem linda da Toscana no caminho entre a igreja e o castelo (sim, a festa foi em um castelo!).

Destination wedding é assim, você tem pensar em muitos detalhes, até como a sua assessora vai fazer para passar na alfândega com uma mala de havaianas… É tudo diferente, é tudo um pouco mais complicado (imagina como dar instruções para o maquiador que não fala inglês!), mas é justamente o que é diferente que torna o dia ainda mais especial. Consegui ultrapassar os obstáculos e realizar um sonho é inesquecível. De qualquer maneira, esse casal tem um amor e entusiasmo tão transbordante que eu tenho certeza que a mesma vibe maravilhosa estaria com eles em qualquer outro lugar (embora eu duvide que os vinhos fossem tão bons quanto!).

Renata e Alan, muito obrigada por terem nos escolhido para fazer parte desse sonho. Nós curtimos cada momento e amamos testemunhar a vibração de vocês (duvido encontrar casal mais animado na saída da igreja!)

• não dá para organizar um destination wedding sem ajuda. Algumas pessoas foram fundamentais para fazer a coisa acontecer (e ainda fizeram o trabalho ser mais gostoso e divertido), Camila Relva da Compagnie e Janine Closs da DUE B – Lifestyle & Concierge Management.  

fernanda + alex

Transformar sonhos em realidade nem sempre é uma tarefa fácil e casamentos são sonhos muito complexos. Não só porque envolvem muitos detalhes mas também porque muitas vezes são O sonho da vida e com isso envolvem um nível de expectativa que é capaz de nos enlouquecer um pouquinho. É difícil lidar com a ansiedade, com as dificuldades de organização, com as incertezas de cada decisão tomada mas ao mesmo tempo é delicioso ver o sonho tomando forma e depois vivenciar intensamente cada minuto dele. A Fernanda foi dessas noivas que viveu intensamente seu sonho; planejou todos os detalhes, teve medo que os convidados não aparecessem, escolheu um vestido incrível, se acabou de dançar na pista de dança, fez todas as fotos com que sempre sonhou. É lindo participar dessa realização e a gente só pode torcer para ter fotografado à altura do sonho.

O casamento foi em Florianópolis e teve gente de todo lugar indo pra lá. Apesar da cerimônia ter sido à noite, o dia lindo deu o ar da graça nas fotos da noiva, que se arrumou no Sofitel e me deixou muito feliz (nem preciso explicar a diferença entre se arrumar em um quarto de hotel com luz do dia e vista para o mar e em um salão de cabeleireiros, né). O vestido de diva é Samuel Cirnansck.

Ter feito o ensaio com os noivos antes do casamento foi muito bom porque a gente fica se conhecendo melhor; eu já sei como eles se sentem em frente à câmera e eles já ficam mais à vontade comigo mas o mais incrível mesmo foi ver as fotos fazendo parte da decoração:

 

 

Flavia + Denis

Talvez Santo Antônio não seja mais o mesmo, talvez seja apenas questão de devoção. O fato é que foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, na Bahia, que Flavia pediu para ter certeza de quem era o homem da sua vida. E foi na Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, Ilhabela, que ela disse sim para ele.

_MG_6665

_MG_6552 _MG_6583

_MG_6597

_MG_6648

_MG_6779

_MG_7123

_MG_7134

_MG_7338 _MG_7340

_MG_7388

_MG_7402

• A noiva se arrumou no hotel Fita Azul e a festa foi no já bem conhecido Pier 151, um em frente ao outro. O vestido é Maria Cereja, o buquê é obra de Helena Ackel. Quem organizou tudo direitinho foi Rossana Lamb.

fernanda + fabio

Casar na praia está casa vez mais na moda e Ilhabela parece ser o destino da vez. A ilha é linda e a luz de fim de tarde também, mesmo quando o céu fica ligeiramente nublado. A noiva curtiu a tarde se arrumando na piscina do hotel e não atrasou nem um pouco, o que é fundamental quando se quer casar ao pôr-do-sol… (o sol não espera, rapidamente o que seria um casamento ao final da tarde se transforma em uma casamento no começo da noite). O local da festa é o já bem conhecido Pier 151, que não é pé na areia, mas tem o mar debaixo dos seus pés e já teve até noiva chegando de canoa.

_MG_2104

2081

_MG_2421

IMG_2920

_MG_2413

_MG_2784

_MG_2905

IMG_3662

isabela + esteban

Esse é um casamento que eu não fotografei, todas as fotos são do Gui. A gente não fotografa mais separados a não ser que a festa seja muito pequena mesmo. Não era exatamente o caso do casamento deles, acho que havia mais de cem convidados. O fato é que a Isabela gostou muito do nosso trabalho, eu não podia fotografar nessa data, o Gui podia e o cenário era imperdível. Cenário  imperdível? Estamos dentro! Dá só uma olhada nessa capelinha na beira da praia, nos noivos indo a pé para a recepção. Um legítimo casamento pé na areia!

_MG_9560

_MG_9823

_MG_9933

_MG_0045_MG_0088

_MG_0218

mamá + luca

Morro de São Paulo não é para os fracos de coração (leia-se medo de avião ou enjoo em alto mar), mas ninguém se arrepende de ter ido até lá. Sol forte, mar azul de águas quentes, lindos coqueiros curvados pelo vento. Cenário perfeito para esse  delicioso destination wedding comemorado em português, inglês e italiano em três dias de festa. Adoro esses casamentos que prolongam a diversão levando todos a um lugar paradisíaco!  E quanta diversão pra mim também: fechei a noite  fotografando os noivos  dentro da piscina! Onde mais eu poderia encontrar um casal que se joga na piscina no final da festa? Como diria a Mamá, “adoooooro!!!”.

_mg_85231

_mg_8590

_mg_8558

_mg_9063_mg_9069

_mg_9964

_mg_9454_mg_9460

_mg_9219

_mg_8256_mg_8285

_mg_0061

_mg_8457

_mg_8370

voando numa latinha

As coisas que a gente não faz para fotografar… Eu não morro de medo de voar mas também não posso dizer que adoro. O que me faz crer que eu só volto pra Morro de São Paulo se for para fotografar outro belo casamento. Explico: ao longo da minha carreira como fotógrafa editorial, viajei em todo tipo de avião, de jatinho executivo a um bimotor com goteira quando fui pra Amazônia. Ou assim eu pensava. Foi com uma certa surpresa que descobri que em Salvador o termo “táxi-aéreo” se referia a um avião muito pequeno (oito passageiros), bem antigo, muito quente e extremamente barulhento! Foram só 20 minutos, mas do jeito que o avião balançava no retorno a Salvador, foram 20 minutos beeem longos! De certa forma foi esclarecedor, finalmente entendi porque existe uma marca de manteiga que se chama Aviação e vem numa latinha. Deve ter sido inspirada na manteigueira voadora!

caixadelata