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… feliz ano novo

E um novo ano começou! Eu sei, já faz um certo tempo, mas nosso ano de trabalho só iniciou pra valer no dia 15 com o primeiro casamento do ano. E eu gostaria de desejar para todos que aparecem por aqui um ano de muita alegria e comemorações.

Acho essa paradinha de final de ano fundamental, não só para descansar o corpo mas também para esvaziar um pouco a mente, abrir espaço para novas ideias e projetos. Recebemos um convite para ir para praia e foi perfeito!

Na bagagem, uma câmera, uma lente e vários filmes. Muita leitura na rede, conversas intermináveis, brindes, jogos, risadas, caminhadas, banhos de mar, música sempre tocando, soninho a qualquer hora do dia. O único que não quis mesmo compararecer foi o sol; acho que só tivemos um dia de sol forte. Não achei ruim, não. A chuva é bonita; um descanso para os olhos e uma trilha sonora para a preguiça.

Mesmo que a gente chegue no fim do ano sem cumprir todas as nossas resoluções  de ano novo, desejar realizá-las já é um começo. Uma das minhas resoluções é não demorar tanto a postar minhas coisas por aqui e conseguir transformar em texto as muitas ideias que passam pela minha cabeça e lá ficam. Eu só tenho a agradecer pelas coisas boas que vivi em 2010; as chatas ou ruins a gente dá um jeito de esquecer ou consertar. Espero que 2011 seja um ano cheio de momentos inesquecíveis!

marcele + christiano

“Se eu não casasse cheia de brilho, não ficaria feliz!”. O vestido e a festa da Marcele foram assim, tão luminosos como ela, uma noiva doce, delicada e gentil com todos ao seu redor. Eu fui sua única companhia durante os preparativos e me senti tão acolhida quanto os muitos convidados que vieram do RS, terra natal da noiva. Marcele certamente encontrou seu par perfeito, pois Christiano é um dos noivos mais gente boa que já conheci, tão bacana que, na hora de agradecer a presença dos convidados, também agradeceu quem trabalhou na produção da festa, quem estava trabalhando naquele momento e quem iria trabalhar na desmontagem do evento! Os dois tem aquela sintonia dos casais que se completam; ela é festeira e adora foto; ele não curte muito ser fotografado, mas fez de tudo para agradá-la e a todos os amigos que vieram de longe. A cerimônia foi linda, daquelas que fazem todo mundo chorar (inclusive eu!), com os noivos cantando baixinho um para o outro Como é grande o meu amor por você na hora da benção das alianças (e sendo acompanhados pelos convidados!). Lindo!

Para que tudo desse certo, contaram com a ajuda da Flavia Queiroz da Save the Date. Foi a primeira vez que trabalhamos juntas e foi tudo mais do que perfeito. O Contemporâneo estava lindamente decorado, a festa foi animada e a gente podia sentir o quão satisfeitos os noivos estavam. Além de tudo, é bom demais trabalhar ao lado de gente que está sempre sorrindo!

• a noiva se arrumou no Ash, o vestido é Solaine Piccoli.

filme, film, película, film

Não importa o quão sensacionais sejam as novidades tecnológicas produtoras de imagem (make no mistake, I do love them!), nada se compara à sensação de felicidade de olhar um filme revelado e concluir que não pisamos na bola! A fotografia digital nos dá o conforto da possibilidade de checar ainda durante o trabalho se tudo está indo a contento (embora eu goste de lembrar aos neófitos de que uma coisa é aquele vizorzinho atrás da câmera, outra coisa é a imagem aberta na tela de um Apple Cinema Display em 100%; muitas vezes o que parece bem fotometrado e focado no primeiro é, na verdade, uma foto muito ruim), mas a gente meio que fica preguiçoso, faz mais fotos do que deveria, clica 10 vezes pensando em acertar uma. Com filme é diferente, há mais pensamento antes do clique e há a deliciosa expectativa do reencontro com a imagem que está somente na nossa mente. Nunca vou esquecer da primeira vez que estive em um laboratório (prefiro quarto escuro, mais exato como no inglês darkroom), nem lembro qual era a imagem, mas lembro do deslumbramento de vê-la surgindo alguns segundos depois do papel mergulhar no revelador. Devo ter tido uma expressão de uma criança de 7 anos que vê um truque de mágica pela primeira vez. Durante anos eu quis aprender tudo sobre revelação e ampliação, mas nunca tive a paciência necessária para ser boa nisso (revelei muitos filmes e ampliei  muitas fotos, mas foi sempre somente um trabalho decente, nada acima da média). Hoje, as fotos são tratadas no Lightroom, um programinha que serve pra gente fazer no computador o que antes era feito no darkroom. Continuo não tendo paciência pra isso, quem cuida do processamento das nossas fotos é o Gui. A revelação dos meus filmes preto-e-brancos também é ele quem faz. Olha aí eles que lindos, penduradinhos no nosso laboratório. É tão gostoso descobrir as fotos que fiz dias depois de ter apertado o botão!

CRW_9897

Esse é o filme que eu mais uso, meu amado e popular Tri-X. Quando eu viajei para a Bolívia e o Peru, eu fotografei em preto-e-branco a maior parte do tempo. Levei uma câmera bastante antiga e usada, a quase inquebrável Nikon FM2 com apenas uma lente 35mm. Era engraçado como muita gente perguntava se eu era fotógrava. Para os muitos amadores cheios de equipamentos novos que conheci pelo caminho, só uma profissional poderia decidir viajar com apenas uma lente e uma câmera de filme.